Everton ribeiro flamengo penarol libertadores 2019

Time titular não corresponde e vaga será decidida fora de casa

POUPANDO TRANQUILIDADE

Após vencer a altitude de Oruro na estreia, o principal adversário do grupo (não o time de lá, a altitude mesmo), e com uma sequência de três jogos no Maracanã, inegável e sem clubismo algum que tava a maior cara de carimbo no passaporte para as oitavas conquistado por aqui mesmo, na rodada 4 contra o San José.

Mas daí faltou olhar o lado (um pouco) negativo da nossa gloriosa “Isso aqui é Flamengo”. Vida facilitada? Classificação Hiper Tranquila? Ainda mais em Libertadores? Parecem ser perguntas não muito compatíveis com aquela outra célebre “regra” nossa. A máxima do… “Se não for sofrido, não é Flamengo”.

Jogamos mal. Não pavorosamente e muito menos com o preguiçoso Modo Carioqueta acionado. Que, a bem da verdade,  apareceu muito pouco por aqui na temporada. Mas mal. Tanto que a gente nem tem como passar essa quinta remoendo “aquela chance perdida” de balançar as redes uruguaias. E eles, além do gol marcado, ainda podem lamentar aquela defesa monstruosa do Diego Alves. Só isso também. Mas (cardápio cheio de clichê hoje), futebol é bola na rede, e eles conseguiram.

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Foto: Alexandre Vidal / Flamengo

O que faltou? Não conseguimos furar a retranca competente dos caras. Somando isso ao não saber lidar direito com a velha e conhecida catimba uruguaia. O que poderia resolver? Não tá dando pra passar? A zaga é alta e pelo alto não tem muita cara de que vai funcionar? Laaaaarga o sapato de longe, ué? Talvez, e aqui entra a cômoda arte covarde da Futurologia do Passado, o Vitinho, que tem o bom hábito do “Clareou-Chutou”, pudesse ter entrado bem antes. Mesmo porque Bruno Henrique esteve em noite apagada.

Gabigol foi expulso por um excesso de vontade desnecessária, fruto da afobação. E se tinha que tentar com menos um… Porque não tentar com menos dois? Motivo pelo qual o Abel deve ter mandado o Uribe pro campo já ao quase apagar das luzes.

Ferimentos AINDA leves. Pra próxima rodada tudo mais ou menos tranquilo. O San José deve vir com uma retranca mais retrancada ainda… Mas com qualidade bem menor nos nomes envolvidos. É ganhar e, dois dias antes, acompanhar de camarote o embate entre Peñarol e LDU. O empate entre eles é legal, e qualquer vitória prejudica muito o lado derrotado na tabela.

Porém… Decidir a vaga mesmo, agora só longe de casa. E com aquele “climão” de Libertadores Raiz que todos nós bem conhecemos. Contra o Peñarol, por exemplo, se estivermos em noite mais inspirada, até pode ser menos complicado, já que a tendência é de que eles partam pro jogo, embalados pelo incentivo da torcida. Contra os equatorianos rola uma altitude, mas bem amena, se comparada com a enfrentada em Oruro.

De qualquer forma… Seria de muito bom tom não deixar pra decidir isso na última rodada no Uruguai. Vai que…

Dá pra classificar sim.  Inclusive sem muito sofrimento. Só não sei se combina com nosso estilo. Eh, eh, eh…

Bora bater no fluminenCe.

Isso aqui é Flamengo.

 

PETISCOS

. POXA, ABEL. Difícil furar a retranca. E olha que o Diego começou a partida conseguindo dois passes de sinuca pro Gabigol aos 10 e aos 13 minutos. A qualidade do toque de bola do Arrascaeta poderia ter ajudado e muito. Mais do que qualquer coisa que o Uribe pudesse fazer, por exemplo.

. PAGANDO O PATO. Nessa confusão entre uruguaios e rubro-negros, com um senhor de 60 anos gravemente ferido, ainda sobra uma conta a ser paga pelos que irão acompanhar o time no Uruguai na rodada 6.

. MEDO. É… Sem querer ser chato… Mas PARECE… PARECE… que poupar os titulares todos acabou não dando muito resultado no fim das contas. Que o Abel não invente de novo isso no sábado contra o fluminenCe.

. EITA PORRA… Essa frase saiu mesmo da boca do Abel? “… Não podíamos botar a bunda lá atrás, começar a pôr volante”.

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