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Marcella de Miranda, ou simplesmente “Marcellinha”, é carioca, jornalista, abusada, debochada, nascida em 1981 (o primeiro ano do resto de nossas vidas), Mangueirense e Rubro-Negra. Profissional de marketing, atuou durante 11 anos em uma multinacional no segmento de Telecom. Junior é seu maior ídolo! Adora a festa nas arquibancadas, mas desceu de lá para falar de Flamengo que é a sua maior paixão. E fala muito, fala muito! Twitter: @MarcellinhaRJ

No peito e na raça, o Flamengo ainda é nosso!

O torcedor Rubro-Negro vem de uma fase tão complicada e cansativa dos últimos anos que até o jogo onde perder não significava estar eliminado, causa grande insatisfação. A gestão do clube e a presença constante de dirigentes atuando no futebol, são os fatos que vem causando desconforto. A gestão pelo fato de ser encarada como o grande “cala boca” para quem ousar ficar insatisfeito com o resultado, ou a falta dele, e os dirigentes pela razão da falta de conhecimento técnico que justifique a presença e atuação.

Alguns dirão: mas se tivéssemos ganhando tudo ninguém iria notar a presença assídua do presidente e o (ex) CEO, no vestiário, na coletiva, no ônibus, na reza e em todo lugar que deveria estar restrito aos profissionais que entendem e tocam o negócio. É CLARO que não notaríamos.

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Caso estivessem lá e os resultados brotassem, entenderíamos que alguma coisa positiva eles possuem, nem que fosse simplesmente a sorte. Pelo contrário, essa mudança na forma de gerir o futebol parece ter afetado diretamente no comportamental coletivo. Parecem ter absorvido o mantra de que boa gestão financeira, ficar em sexto lugar, ser vice campeão ou se classificar em segundo de forma preguiçosa está de ótimo tamanho, já que todos são premiados e reconhecidos por este tipo de resultado.

O jogo de ontem e tantos outros onde empate garante “bom resultado” é reflexo da falta de cobrança, da falta de esclarecimento de que ‘NÃO, NÃO ESTÁ BOM!’, ou do excesso de defesa, onde há quem diga que ‘tá tudo bem’. E olha, eu me assusto… os defensores são muitos.

Será que a modernização no futebol modernizou a maneira de torcer? Será que conformismo entrou para a cartilha do torcedor? Observo com frequência este comportamento do tanto faz, da falta do frio na barriga, da indiferença se vai vencer ou não.

O Flamengo iniciou uma nova era em gestão e estava tudo dando certo. A casa estava sendo arrumada. Ainda que aos trancos e barrancos, era possível enxergar que todos queriam um clube gigante, um clube vencedor, deixando para trás de vez a lacuna gigante que nos separava dos nossos maiores títulos.

A tolerância do torcedor ficou imensa, a compreensão veio num afago inicial de gestão com uma Copa do Brasil mesmo com um time meia boca, pois era o que dava na época. E justamente quando a era do sufoco acaba, o perrengue financeiro fica controlado e o time tem uma folha salarial milionária, o conformismo parece dominar. É neste meio do caminho que aquele rubro-negro raçudo adormeceu.

O torcedor do Flamengo é o cara que tolera muito bem a derrota, mas aquela derrota que foi suada, que teve entrega, que teve luta, que teve raça. Essa derrota diz muito mais sobre identidade do que esse empate frio de quarta-feira, com lances individuais, apatia, e vontade de apenas empatar. Ninguém ali entrou pra levar o jogo e a moral pra casa. Só andam esquecendo que o Flamengo não é de meia dúzia. Quando se deixa de levar a moral pra casa, você está falando sobre a moral de milhões de torcedores que cansaram de esperar e ficar na dúvida todo ano se o time vai ou não vai pra Libertadores, quando o certo seria disputarmos – não necessariamente ganhando – todos os anos.

O Flamengo é time para ficar na memória dos vizinhos de língua espanhola, porque tá lá ano após ano batendo firme seu cartão no campeonato. Esse é o Flamengo que o torcedor quer, merece e já está na hora de voltar a ter.

O que conforta, é saber que pelo menos os mandatos passam, e que seremos Flamengo no peito, na raça e no grito, independente de quem esteja no comando, porque o Flamengo, embora pareçam não entender, é nosso!

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Coniventes não passarão

O Rubro-negro apoiou.

O Rubro-Negro esperou.

O Rubro-Negro sinalizou.

O Rubro-Negro cansou.

Sim, cansou. Porque conformar não é característica de quem faz parte do Maior Clube do Mundo. Não espere conformismo. Não do torcedor.

É muito claro identificar o  problema do Flamengo de hoje. Ele tornou-se reflexo de uma gestão que está cumprindo agenda própria. Deixou de lado o interesse coletivo de uma Nação para atuar em benefício próprio, e isso reflete na insatisfação geral.

O jogo de ontem nem foi esse vexame como estamos falando. Sabemos o que é vexame, sabemos muito bem o que é passar perrengue e sufoco.

Ontem foi um jogo ruim, mas que somado as seguidas derrotas, eliminações, postura de jogadores e sobretudo o comportamento de quem dirige e representa uma das maiores instituições de futebol do mundo, torna-se sim um vexame. Dá vergonha ver um jogador no pós jogo dizer que está tudo bem. Mas sabe por que este jogador tem este comportamento? Porque seu presidente ironiza a imprensa e em consequência sua torcida com a frase “não entendo de futebol” (quando chamado pela imprensa para dar uma declaração).

O vexame não foi o futebol apresentado apenas. O que dá vergonha é saber que tudo isso não passa de política. Não tem como deixar passar sem ter reação, sem observar e oralizar o óbvio, o que está na cara, porque se tivéssemos indignação dos que lá estão, teríamos reações firmes. Aquela reação que nos deu esperança na eliminação do campeonato carioca, mas que foi por água abaixo dois dias depois.

Minha posição é a de almejar o melhor para o Flamengo, assim como todo Rubro-Negro almeja. Sendo assim, tenho que ser leal aos fatos (porque fiel é cachorro). Basta observar, que esta administração teve toda paciência, apoio e respeito do torcedor. Mas as promessas não foram cumpridas. O que é possível ver hoje são pessoas à frente do pilar de sustentação do clube que pretendem o cargo apenas como trampolim para vôos mais altos na política partidária  alheia à agremiação. E isso é um fato. Está exposto para quem quiser ver.

A minha dúvida é se quem está hoje fazendo parte desta gestão compactua com tal postura. Pois só quem pode provocar uma mudança e nos tirar dessa situação de conformismo que estamos enterrados nos últimos anos, são aqueles que são parte do negócio, porque apesar do torcedor ser o maior patrimônio do clube, este infelizmente só tem nas mãos sua voz. Sua indignação. É necessário sim aproveitar o momento para cobrar as promessas, pedir ajuda à quem tem como de fato atuar na gestão.

Lançar candidatura não basta. A eleição só resolverá o problema ano que vem. E mais! Lançar candidatura e permanecer parte da gestão causadora da insatisfação geral, não muda a sua condição. Quem está lá é conivente com o que acontece. Membros de Conselho não têm autonomia para atuar de forma que promova uma mudança. Portanto, não adianta personificar a “culpa” só no mandatário, pois se você permanece ao lado dele, você é parte do problema.

A torcida sempre foi e continuará sendo a décima segunda camisa. E desde que foi convocado para descer das arquibancadas e atuar ativamente na vida do clube, merece ser ouvido. O torcedor que segue apoiando não é ingênuo, ele apenas tem paixão pelo Flamengo, e não por dirigentes. Este torcedor merece respeito. A mudança será factível, o dia em que a mentalidade for pelo Flamengo, e não por interesses subalternos. Aquele que não estiver de acordo com as ordens do regime presidencialista que infelizmente gere o clube, que deixe de lado o apego às pastas, e suas vaidades. Reflitam. Flamenguista burro, garanto que nasce morto.

Vaiar ou calar?

E não é que voltei para criar um caso? Pois então, estou aqui para falar sobre um tema que muito se discute, muito se desgasta, muitos apoiam, outros abominam e assim segue a democracia do torcedor, que deve ser respeitada em primeiro lugar.

Nada de dar showzinho ou massacrar o coleguinha. Somos todos torcedores, nem mais, nem menos que os demais. Legítimos.

Assim que você nasce pode ter certeza que na grande maioria dos casos, ainda nem se escolheu o nome mas já definiram qual torcida você vai engrossar o coro. Lá em casa, por exemplo, se não for Rubro-Negro, nem nasce. E tal legitimidade em tempos de redes sociais, passou a ser questionada.

Quem é mais torcedor? Quem é falso torcedor? Quem é o verdadeiro torcedor?

Mas a verdade é que não há cartilha, manual, ou a bíblia do torcedor. Não há nada que legitime ou não um comportamento.

Há quem diga que o Flamengo é uma religião. E como tal, não se pode contestar, difamar ou ir contra, sob o risco de se tornar um herege.

Tem também que faça da relação como se o Clube fosse um filho. Podemos reclamar do diretor (presidente do clube) da escola que ele estuda, mas não podemos ir à escola (estádio) e vaiar o moleque (time) quando não vai bem.

Mas tem aquela relação mais passional, onde, em nome de todo esforço, toda dedicação e tudo mais que é feito, dá o direito ao torcedor a abrir o berro e soltar a vaia. Afinal, cadê meu valor de torcedor convertido em gols e vitórias?

Seja lá a forma de torcer, não há o certo nem o errado. Desde que com respeito, é legitimo ao torcedor soltar a voz. E quando falta o grito de gol, sobra o grito da insatisfação.

E cabe ao torcedor e àqueles que gerem diretamente o futebol, que saibam trabalhar as críticas recebidas.

Em duelo válido pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro o Cruzeiro foi dominado e derrotado pela Chapecoense no Mineirão, por 2 a 0.

O time do Cruzeiro deixou o campo muito vaiado pela torcida.

Robinho, experiente, declarou:

O futebol é assim, ninguém nunca vai entender a cabeça do torcedor. Eu fico bem tranquilo porque sei que se tivéssemos ganhado, seríamos os melhores, o líder. Como quando nós ganhamos na Vila Belmiro, nosso time era guerreiro. Isso faz parte. A gente tem que entender que isso é a rotina do jogador, tem que estar acostumado com a vaia. Eu não vou sentir pressão, de maneira alguma. Temos que absorver isso da melhor maneira possível para entrar em campo no próximo jogo e vencer”

Será que este é um problema? Saber ou não lidar com as vaias? Não seria o caso e olhar por outra ótica? Por que dizer ao torcedor que não deve vaiar, e não receber as vaias como uma crítica à um resultado não entregue?

Para entender melhor sobre o tema, perguntei ao nosso ídolo maior, Zico, qual foi a maior vaia recebida por ele. E como ele reagiu?

Zico lembrou de primeira sobre junho de 1979 quando a Seleção do “Resto do Mundo” da Fifa enfrentou a Argentina em comemoração pelo Aniversário de um ano da conquista da Copa do Mundo de 1978.

“Bearzot (Enzo), técnico italiano convocou eu (Zico), Leão e Toninho, e quando nossos nomes foram anunciados ,eu e Toninho que entramos ,foi a maior vaia que ouvi na vida. Argentina vencia por 1×0 e no segundo tempo dei o passe pro Paolo Rossi fazer o gol, mas o zagueiro fez contra, e depois o Toninho me deu o passe que fiz o segundo e gol da vitória. Que bom calar 70 mil pessoas no Monumental de Nunes, estádio do River Plate”

Diante do relato do nosso ídolo maior, refleti o seguinte: a vaia do adversário aumenta a vontade de ganhar? Ou não faz diferença de onde parte a vaia, o brio e a vontade de reverter o quadro é sempre (ou deveria) ser maior?

Tite, o técnico “garoto propaganda” da Seleção Brasileira, por muitas vezes, quando ainda técnico do Corinthians, em suas coletivas, pediu ao torcedor apoio, e que no lugar das vaias, seus atletas pudessem receber incentivo de sua torcida.

Diretor executivo de Futebol, Paulo Pelaipe, diz o seguinte sobre vaias:

“A vaia do torcedor atrapalha e muito uma equipe de futebol, ela desestabiliza, cria uma ansiedade, uma angústia, pois se os resultados não chega os atletas tentam resolver os problemas sem a tranquilidade, ficam afoitos, procuram alguns, até a se esconder pra que a bola não chegue à eles. Durante os 90 minutos o torcedor tem que incentivar independente de quem esteja vestindo a camisa do seu clube. Depois da partida, com o jogo encerrado, quando a equipe não fez por merecer, aí sim sou favorável a vaia do torcedor como forma de protesto pela atuação deficiente, este é um meio válido, pois esta é a arma do torcedor VAIAR, sem agressões, sem atitudes que não combinam com a civilidade.”

Ouvimos, e constatamos democraticamente as mais variadas opiniões sobre o tema vaia.

Ao final, o que precisamos pensar é no limite da vaia, do xingamento e do insulto. Por muitas vezes uma manifestação pode mostrar mais que uma insatisfação, e sim uma atitude mal educada e por vezes, violenta. E no futebol, essa natureza competitiva inerente ao ser humano é amplificada. E já que nós, torcedores, não podemos entrar em campo para “resolver”, depositamos todas as nossas expectativas nos pés daqueles que nos representam. E além da expectativa, colocamos a paixão. A relação torcedor e time, não cabe entendimento. E a intensidade dessa relação só pode ser medida e avaliada por aquele que o sente.

Portanto, sem querer criar regras ou manual de bons modos, é preciso sempre colocar à frente de tudo o bom senso, e o respeito ao modo de torcer daquele que independente de torcer como nós, também carrega a paixão pelo clube. É preciso respeitar a legitimidade de torcer, criticar e até mesmo vaiar, e sobretudo é preciso uma reflexão do limite. Até onde sua vaia não se tornou falta de respeito com o próximo?

Sendo assim, antes que eu receba uma vaia, vou fazer meu apelo: torçam. Apoiem. E acima de tudo: Respeitem. Somos todos torcedores.

Flamengo Ltda

Planejar: Definir antecipadamente um conjunto de ações. Ações ou intenções. É com esta simples palavra extraída do dicionário que pergunto a vocês: o Flamengo conhece tal palavra? Percebo que o Flamengo vem trabalhando mal sua força, no sentido de não mostrar o que pode oferecer no futebol. Passamos somente evidenciar defeitos e acreditar que não temos profissionais qualificados para montar um elenco.

Temos jogadores, temos uma folha de pagamento milionária no Futebol e não conseguimos em campo mostrar o retorno de tal investimento. É inaceitável que de todos os resultados que poderiam nos beneficiar, nós chegamos apenas àquele que iria nos eliminar!

Cadê uma estrutura dentro da entidade para planejar os próximos passos? O problema no Flamengo é organizacional. Tenho a impressão de que trabalham tentando diariamente agradar parte da torcida, buscando nomes que se identificam com os mesmos. Isso não é planejamento. Naturalmente que com tal atitude é possível conquistar a simpatia temporária de torcedores, mas são os resultados que contam efetivamente para o apoio em massa.

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Passar o dia seguinte de uma eliminação falando que tudo está bem e deixando de lado o que temos hoje em mãos, não torna sólido o grupo que hoje está no Rubro-Negro no início de campeonato, e sendo eliminado da competição mais importante do ano.

Esta falta de cobrança coloca em campo jogadores que jogam do estilo “cada um por si” que é o futebol que estamos acompanhando no que era pra ser o campeonato onde jogaríamos o fino da bola, ou deveríamos ter jogado. Estrelas individuais não contribuem para o sucesso coletivo.

A falta de entrosamento do grupo no jogo de ontem resulta desqualificação de quem esta ali. Parece que os caras “desaprenderam”. Não dá pra ser estrela, é preciso querer ser constelação. Time sólido não pode oscilar, e jogar fora uma competição como a Libertadores. Quem entra numa competição desta, precisa ter partidas regulares e isso precisa ser constante!

Provavelmente seguiremos no Brasileiro com falhas, e muitas criticas. Apenas venho fazendo um trabalho no meu lado torcedora para continuar acreditando na força que o Flamengo tem.

Ai já estamos falando de crenças, e fé, e tudo isso que motiva milhões de torcedores integrantes da Nação que apesar de divergir em muitas opiniões no final vestem  o mesmo manto e possuem a mesma paixão: O FLAMENGO.

Se eu pudesse dar meu pitaco no Flamengo eu seguiria passos:

Repensaria no modelo de trabalho. Analisaria impactos nas mudanças. Definiria funções e papeis e necessidade de recursos. Mapearia um plano de implementação de tudo isso. Pois embora o mandatário não perceba, ele faz gestão de uma empresa. E a gestão que vemos é focada, visa mudanças, e já vemos isso na esfera administrativa. Mas não é só isso! Somos uma instituição que vive de títulos, e falta de planejamento no principal pilar do clube, atinge diretamente os “consumidores” do produto Flamengo.

E não adianta usar “multiplicadores” para dizer sobre não cancelar ST. Teremos cancelamento sim! E a culpa não é de quem cancela, é da falta de resultados. Não relativizem!

E em relação aos jogadores, trancaria em uma salinha e daria uma aula da importância de vestir este Manto e representar uma nação que ama incondicionalmente o clube. É preciso amor para vestir essa camisa. Mais amor a camisa, e motivação. Atuar em troca de um contra cheque apenas não cabe no Flamengo. Não no Flamengo que queremos!

Não sejam reflexo da gestão passiva, que hoje ataca quem os critica, e passa a mão na cabeça de quem deveria ser cobrado.

Queiram ser referencias, valorizados no futebol apresentado em campo. Assinem seu nome na história e não apenas no contrato.

Atletas, REPENSEM!

Não reduzam a torcida do Flamengo à @s do Twitter. O Flamengo é gigante! Esqueçam opositores! Gastem a energia que tem em atacar, para reconhecer erros, e pedir desculpas. E Não! Não está tudo bem com a eliminação. E é isso que merecemos ouvir de vocês. Um pedido de desculpas. Não criem e nem fomentem a discórdia com termos “falsos torcedores”, “verdadeiros Rubro-Negros”, “vanguarda do retrocesso”, isso serve apenas para resolver causas de rivalidades pessoais. Não usem o clube para isso. E torcedores, não se permitam serem usados.

Tanto o torcedor satisfeito com o troféu Twitter, como o torcedor que critica a eliminação, ambos estão no papel de torcedor. É legítimo! Respeitem.

Respeitem a história do Flamengo!

Por ora permaneço nostálgica, com saudades das chuteiras pretas e dos canecos levantados. Oh, tempo que não volta!

1978… O Deus da Raça!

Voltando no tempo gosto sempre de lembrar de um sensacional Campeonato Carioca.

Mais exatamente  sua 73ª edição. Que aconteceu em 1978 de 2 de setembro a 3 de dezembro.

Campeonato composto pelos tradicionais times cariocas e que desde sempre mexe com a rivalidade e vaidade de seus torcedores.  Ainda há quem diga que não faz questão de titulo estadual, porém é quando ele acontece que podemos perceber a dedicação e a questão de sua torcida em levar o titulo!

E o torcedor Rubro Negro desde o inicio dos tempos não gosta de perder nem em par ou impar!

Um campeonato recheado de gols de Zico , Claudio Adão , Adílio… No entanto eu venho falar do único gol do campeonato que fez uma Nação se orgulhar por vestir Rubro Negro!

No Flamengo desde 1971 disputando uma posição , somente após 2 anos firmou-se como titular absoluto. Rondinelli foi um zagueiro que fazia a diferença. Para ele não existia bola perdida! Ah…um Rondi nos dias de hoje!

Zagueiro sem grandes técnicas com a bola , possuía perfil de marcador, bloqueando e blindando a zaga. E fez do ano de 78 -O ANO- na sua passagem pelo Mais Querido.

Mas não foi em um lance de defesa que se consagrou naquele time de estrelas. Não foi! O lance foi daqueles que fazem a diferença e eternizam na história.

Primeiro turno ganho. E final de segundo turno num emocionante Flamengo x Vasco, que sempre gostamos , ganho pelo único gol de cabeça feito por ele no campeonato. E por volta das 19hs do domingo santo  3/12/78 , louvado por milhões de devotos Rubro Negros, o cidadão Antonio José Rondinelli Tobias se transformou no primeiro e único Deus da Raça!

Nostálgica que sou, sinto uma pequena inveja daqueles que testemunharam o feito!

“Quando comecei a jogar pelo Flamengo, aprendi logo que quem veste essa camisa tem de mostrar garra e amor à torcida, não importa a qualidade de seu futebol. Caso contrário, é melhor ir embora”. É um sábio!

E hoje, no dia do aniversário dele, e dia de Mengão em campo, que toda magnética e todo ídolo que já assinou seu nome em nossa história, esteja em campo, apoiando nossos atletas, pra que nosso rumo nesta Liberta seja vitorioso! PRA CIMA DELES! Parabéns craque!