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EMBAIXADA GAÚCHA


flarsEm 2006, Porto Alegre foi palco do Campeonato Brasileiro Sub-20. Os jogos do Flamengo passaram a reunir cada vez mais torcedores, que iam se apresentando e combinando encontros futuros. A partir de 2007, a galera passou a se reunir em um bar para assistir o campeonato carioca pela TV paga. Nascia a FLA-RS.

Conversamos com Walter Monteiro, Rubro-Negro, carioca, radicado em Porto Alegre e membro da Fla-RS para a segunda da série de entrevistas sobre as Embaixadas da Nação.

Como nasceu a FLA-RS?

Uma menina criou uma comunidade no Orkut, Flamenguistas no Sul, ou algum nome parecido. As pessoas foram aderindo à comunidade e marcaram alguns encontros, até que, em 2007, encontraram um bar para assistirem as partidas. Em 2009, o clube reconheceu o movimento como uma Embaixada.

Qual a missão da FLA-RS?

Nós temos duas missões básicas: a) garantir que haja sempre um local transmitindo jogos do Flamengo em Porto Alegre; b) garantir que os torcedores rubro-negros consigam assistir os jogos em segurança quando enfrentam Grêmio e Internacional.

Embora pareçam duas coisas básicas, são bem difíceis de executar. Em 7 temporadas, já estivemos em 11 bares diferentes, por uma série de razões (e, além de nós, apenas os torcedores do Corinthians têm local fixo). Os gaúchos são muito refratários a clubes de outros estados.

Já nos estádios, considero o jogo contra o Grêmio o mais arriscado para o torcedor do Flamengo, porque, na ausência de torcidas organizadas (que raramente vem aqui), o alvo da ira dos locais acaba sendo o torcedor comum. É preciso um grande trabalho prévio com a Brigada Militar e o próprio Grêmio, que nos últimos anos tem sido um parceiro nesse esforço.

Quantos membros possui a Embaixada?

Não temos sócios ou sequer relação de presentes. Quem quer assistir jogo conosco, é só chegar. Seguimos à risca a diretriz do Flamengo que diz que cada Embaixada é “um movimento espontâneo de torcedores”. Em jogos mais cheios, costumamos ter cerca de 100 pessoas no bar. E os que estão sempre presentes são cerca de 30 pessoas.

Como é cadastrado um novo membro no grupo?

Como disse na resposta anterior, não cadastramos ninguém. A Embaixada é um espaço livre para quem quer torcer conosco. Aliás, uma parte expressiva do nosso público é formada por pessoas que não moram em Porto Alegre, visitantes a trabalho ou a lazer que não teriam outra forma de ver o jogo não fosse o nosso local de reuniões.

madrid1Qual a relação da FLA-RS com o clube na gestão atual?

A relação institucional se dá através do Rodrigo Sabóia, um executivo do clube encarregado de mediar o contato com as Embaixadas. Na gestão atual (e, a rigor, nem na anterior), nós não apresentamos qualquer demanda ao clube. Nos jogos em que comparecemos, cuidamos de nossos ingressos diretamente com o clube mandante. Nos jogos do Maracanã, quando alguém vai cuida do seu próprio ingresso (e agora, com o Nação Rubro-Negra, quem foi este ano comprou pela Internet).

A rigor, nessa gestão tivemos uma experiência positiva para relatar. Na véspera da partida contra o Internacional, um diretor deles me ligou, perguntando com quem deveria falar no Flamengo a respeito dos ingressos de cortesia das torcidas organizadas. Essa era uma questão que sempre me incomodava, porque os Grêmio e Inter destinam uma cota grande de cortesias para as organizadas visitantes e, como as caravanas são mínimas, esses ingressos acabavam revendidos na porta da bilheteria a preços mais em conta. Com isso, nunca soubemos ao certo o número real de torcedores visitantes.

Quando o Inter me ligou, entrei em contato com o Marketing do clube e eles destinaram essa cota para os Sócios Torcedores do Nação Rubro-Negra, que acabaram assistindo ao jogo de graça. Esse é o tipo de iniciativa interessante.

Segundo o conceito de Embaixadas, quando o projeto iniciou a parceria seria da seguinte forma: as embaixadas funcionariam de maneira autônoma , e o clube apenas apontaria as diretrizes a serem seguidas. Acontece desta forma?

No nosso caso, sim. A única diretriz é aquela que mencionei, sermos um movimento espontâneo de torcedores.

Com a chegada do programa Sócio Torcedor, foi realizado algum trabalho da instituição junto a embaixada? Independente deste trabalho, a embaixada teve alguma iniciativa junto à seus membros incentivando a adesão ao programa? Conseguem mensurar quantos membros fazem parte do programa?

As pessoas mais ativas da FLA RS são membros do programa. Como não somos uma pessoa jurídica, não pudemos aderir ao formato desenhado pelo clube para estimular adesões, já que o contrato precisaria ser assinado por uma empresa de comércio (e nenhuma das pessoas que atua no núcleo central da Embaixada possui essa característica).

Por conta do episódio que relatei, vi pessoalmente a lista de STs no dia do jogo contra o Inter, na bilheteria do estádio. Seguramente, há mais de 100 pessoas no programa residindo no RS, o que é um feito imenso, pois aqui é o estado com a menor quantidade de flamenguistas do país e nenhum dos que aderiram esperava algo em troca (como descontos em ingressos) além do desejo de ajudar.

Quantos de vocês (membros FLA-RS) são sócios do clube? Participam e atuam na vida política?

Creio que somos 4. 3 na modalidade Off-Rio e 1 proprietário, que sou eu. Portanto, praticamente não há envolvimento político.

Eu sou membro do Conselho Deliberativo, mas participo menos do que gostaria, por conta da distância. No entanto, tenho uma produção muito intensa no blog onde colaboro com frequência, o Magia Rubro-Negra, reconhecido por tratar de temas políticos do clube com absoluta independência. Considero que essa é uma forma assertiva e construtiva de atuar na vida política, ainda que indiretamente.

madrid3Qual a função de cada um de vocês dentro da FLA-RS?

O núcleo central da FLA-RS é pequeno, umas 5 pessoas. Basicamente, mobilizamos as pessoas para irem assistir aos jogos conosco. Eu, pessoalmente, me encarrego de fazer a interface com o CRF, com as autoridades locais e com Grêmio e Internacional.

De zero a dez, que nota a FLA-RS atribui a nova gestão?

Essa é uma questão difícil de responder. As pessoas que frequentam nossas atividades não possuem uma preocupação muito grande com os aspectos políticos do clube. Temos, óbvio, muita esperança de dias melhores. O time, contudo, é mal avaliado, porque esperávamos um ano mais tranquilo em termos de desempenho esportivo.

Nossa crítica principal tem a ver com a venda de camisas oficiais. Nos tempos da Nike e da OLK existia material para vender, ainda que com pouca variedade e quantidade. Agora, com a adidas, simplesmente não há! Nada, absolutamente nada. Penso que o clube deveria ser mais exigente com a fornecedora de material esportivo. Principalmente porque todos os outros 9 clubes brasileiros considerados grandes dos demais estados têm camisas para vender, inclusive Palmeiras e Fluminense, que também usam adidas. Ontem mesmo cheguei a ver uma “arara” de camisas do Botafogo na maior loja multimarcas do estado. O único excluído é o Flamengo, sem que haja qualquer justificativa para isso.

Recado da FLA-RS para nação rubro negra pelo mundo:

A sensação de ser flamenguista no RS é parecida com torcer para o América no Rio de Janeiro: a torcida é pequena e as vitórias são escassas (a última foi em 2004). Apesar disso, nosso amor e nossa dedicação nunca diminuíram, estamos sempre presentes, à espera de um triunfo que nunca vem. Queremos que essa nossa entrega incondicional sirva de incentivo à parcela da torcida que foge ao menor sinal de adversidade.

DO ÓCIO DO OFÍCIO À EMBAIXADA


Foi na estréia do Mais Querido, em um não tão distante Campeonato Carioca, no bar Ócio do Ofício na capital baiana que três amigos deram início àquela que seria uma das 5 primeiras Embaixadas do Clube de Regatas do Flamengo.

Confira na íntegra a primeira da série de entrevistas sobre as Embaixadas da Nação.

1f473727c28731715894dc971ea8562bComo nasceu a Fla-Bahia?

Em 25 de janeiro de 2007, na estréia do Flamengo no Campeonato Carioca, quando três amigos se encontraram para assistir ao jogo Flamengo x Cabofriense no Bar Ócio do Ofício, estavam alguns dos personagens que hoje são figurinhas carimbadas em todos os jogos do Flamengo. Ganhamos o jogo por 2 x 0 mas o que valeu mesmo foi que a partir daquele momento, em todos os jogos do Mengão, estamos reunidos fazendo uma grande festa. Já a partir do segundo jogo, contra o Americano, William Leão (um dos três), estava com logomarca e a primeira camisa criada homenageando o Rei Zico. À medida em que os jogos iam acontecendo, novos integrantes chegavam e como tudo o que envolve o Flamengo, quando menos esperávamos, na final da Taça Guanabara contra o Botafogo, o bar já recebia o excelente público de mais de 200 pessoas, e então tivemos a noção de que a coisa estava se agigantando. A partir dali, a FLABAHIA começava a ser procurada por diversos rubro-negros de todas as regiões da cidade.

Qual a missão da Fla-Bahia?

Transmitir todos os jogos do Flamengo, custe o que custar. Nossa luta é árdua, diária. Sofremos com o preconceito por não torcermos para os times locais, por não termos a possibilidade de estar no estádio em todos os jogos do Flamengo, mas mesmo assim vale a pena, esta é nossa missão.

Ser Embaixada Oficial em Salvador é como se estivéssemos vivenciando o Flamengo em toda a sua plenitude, com a responsabilidade de exaltar seu nome, e lutar com todas as forças pela defesa de seus interesses, sem receber nada em troca, apenas pelo desejo de ver nossa paixão correspondida.

Quantos membros possui a Embaixada?

Atualmente 233 sócios.

Como é cadastrado um novo membro no grupo?

Através de ficha cadastral em nosso site, ou pessoalmente no Via Brasa (local onde nos reunirmos).

Qual a relação da Fla-Bahia com o clube na gestão atual?

Boa. A diretoria do Clube tem deixado claro que todo o foco nesse início de gestão está na arrumação da casa, na busca pelos ajustes fiscal e financeiro, da imagem da instituição como um todo. Desta maneira, entendemos que as poucas demandas que surgiram foram atendidas, e classificamos como boa a relação.

Segundo o conceito de Embaixadas, quando o projeto iniciou a parceria seria da seguinte forma: as embaixadas funcionariam de maneira autônoma, e o clube apenas apontaria as diretrizes a serem seguidas. Acontece desta forma?

Sim, acontece. A nova diretoria ainda não fez nenhuma reunião com as Embaixadas (a primeira deve acontecer em novembro), e até lá, as coisas continuam como antes.

Com a chegada do programa Sócio Torcedor, foi realizado algum trabalho da instituição junto a embaixada? Independente deste trabalho, a embaixada teve alguma iniciativa junto à seus membros incentivando a adesão ao programa? Conseguem mensurar quantos membros fazem parte do programa?

Fez. No Encontro das Embaixadas da Nação do Nordeste em julho último (VI Encontro, realizado anualmente pela Flabahia nos jogos do Flamengo em Salvador), o clube enviou o coordenador do Projeto das Embaixadas, Rodrigo Sabóia, para ajudar na organização do evento e divulgação do programa Sócio Torcedor. Por intermédio do Clube tivemos patrocínio da Ambev, e no evento distribuímos muitos brindes que foram enviados pelo Dep. de Marketing do Clube aos torcedores e Sócios Torcedores que estavam no evento. Também durante o evento foram entregues ingressos gratuitos a Sócios Torcedores que foram beneficiados pelo programa, e que receberam a comunicação do Clube para retira-los em nossa sede. Antes disso, a Flabahia já fazia campanha para incentivar nossos membros a aderir ao programa, tanto que imaginamos que mais da metade dos associados da Embaixada já tenham aderido. No nosso site e em nosso aplicativo para smartphones tem link direto para o programa, além da ampla divulgação que fazemos em nossas redes sociais.

Fla_BahiaQuantos de vocês (membros Fla-Bahia) são sócios do clube? Participam e atuam na vida política?

Dos diretores, 4 são sócios (Já votaram na eleição de 2012), e 2  foram eleitos para o CoDe. Nosso único envolvimento é pelo voto. Institucionalmente não tomamos partido por grupo A ou B, por entender que esse não é papel de uma Embaixada. Além disso todos fazem parte do programa ST Nação Rubro-negra. Não sabemos quantos membros não diretores são sócios.

Qual a função de cada um de vocês dentro da Fla-Bahia?

Não temos funções totalmente definidas. Cada um faz de tudo um pouco, mas algumas coisas são mais específicas. Lucas e Marcelo ficam com a parte de e-mail, sites e redes sociais, Tiago fica com controle financeiro (crédito/débito/fluxo de caixa), Paulo, Emerson e Vinicius fazem um pouco de tudo isso, além de organização, contatos e negociações de eventos. Vinicius mantém uma relação mais estreita com o Flamengo, e sempre mantém contato com o Clube.

De zero a dez, que nota a Fla-Bahia atribui a nova gestão?

Se olharmos apenas para o futebol, a nota será muito baixa, porque eles têm cometido muitos erros, mas olhando para o conjunto de ações que a nova gestão tem implantado, pensamos numa nota positiva. A busca incansável pela recuperação da imagem da instituição, com o pagamento de impostos, salários, renegociação de contratos, são ações que merecem nota 10. Entre erros e acertos, uma nota justa seria 7.

Recado da Fla-Bahia para Nação Rubro-Negra pelo mundo:

Vinicius Araujo (@viniaraujo32):

O Flamengo está acima de todos!

Lubrial (@lubrial):

“Conte comigo Mengão, acima de tudo Rubro-negro”!  Acho que mais do que nunca o Flamengo precisa da nossa participação e nossa torcida.

Paulo (@meupaulo):

Para o Flamengo voltar a gigante como ele deve ser, todos devem ajudar da forma que estiver ao seu alcance: sendo sócio, sendo ST, comprando produtos oficiais ou empurrando o time nos estádio. Toda ajuda é bem-vinda!

Tiago (@ticaoflabahia):

“Nada do flamengo ,Tudo pelo Flamengo”

Marcelo (@MarceloFlabahia):

“Não importa onde esteja, sempre estarei contigo”. A maior recompensa de todo esforço e dedicação ao Clube de Regastas Flamengo é as amizades conquistadas e o orgulho de ser Flamenguista.

Emerson (@emersongiovanni):

“…Eu nasci assim e vou morrer assim porque sou flamengo
Flamengo tem na Bahia
Torcida igual não se viu
Sem ele eu não viveria
Flamengo é de todo Brasil…”
Esse é um trecho da música que compus e está no CD que as Embaixadas produziu para homenagear o centenário do futebol e que retrata o que penso sobre ser flamenguista.


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