Arquivo da tag: EDUARDO BANDEIRA DE MELLO

Carta aberta ao Presidente Bandeira

Sr. Eduardo Bandeira de Mello,

Ainda lembro bem da matéria exibida na televisão, na noite em que a Chapa Azul, liderada pelo senhor, venceu as eleições de 2012 do Clube de Regatas do Flamengo. Ao fim da tradicional comemoração pela vitória no pleito, um ainda (e pela última vez) desconhecido Eduardo, então eleito presidente de uma Nação de 40 milhões de apaixonados, caminhava solitário para retornar ao seu lar. Talvez já imaginando tudo que viria pela frente e já sentindo o peso que a nova função exigiria.

bandeira_de_mello_pela_rua_vicente_seda

O que talvez o senhor não tivesse se dado conta é que, a partir daquele momento, já levava a esperança de 40 milhões de rubro-negros em dias muito melhores para o Flamengo. Uma esperança aquecida por muitos momentos de sofrimento. Essa esperança se nutria, a cada dia, por todas as promessas e projeções que a Chapa Azul trazia em sua campanha. Eu, um desses 40 milhões, abri um sorriso e pensei comigo mesmo: O Flamengo, meu grande amor, finalmente trilhará o caminho de volta ao sucesso, tanto nos gramados, quadras, ginásios e piscinas, como na vida política e financeira.

Nunca, em nenhum momento, acreditei que trilhar o caminho de volta ao sucesso seria fácil. Nunca imaginei que o senhor assumiria em um dia e levaria o Flamengo à final do Mundial de Clubes na manhã seguinte, ou que arrumaria recursos financeiros e patrocinadores para se livrar de quaisquer dívidas que existissem. Por mais que o discurso de campanha fosse bastante otimista (como precisa ser), nunca imaginei que seria fácil. Muitos torcedores podem ter criado expectativas exageradas em relação às soluções que o Flamengo necessita por desconhecimento natural do tamanho dos problemas que se tem na Gávea. Mas eu não fui um deles.

Talvez por entender que o processo de reconstrução demanda tempo e não é lapidado a perfeição, estou muito satisfeito com tudo que mudamos até aqui. Temos a camisa mais valiosa do país em patrocínios, conseguimos renegociar dívidas, obter certidões e pagar impostos, conseguimos dois títulos importantes (Copa do Brasil e Carioca), caminhamos para a auto-sustentação de alguns esportes olímpicos, projetamos a finalização da construção do centro de treinamento e fomos considerados o clube mais transparente do Brasil.

Ao mesmo tempo, o preço dos ingressos está caro, o acordo com o Maracanã ainda não é o ideal, a comunicação do Flamengo com a Nação e com a imprensa está muito ruim, o time de futebol ainda não tem grandes ídolos, a Gávea ainda carece de maiores cuidados físicos e ainda existem dificuldades absurdas com problemas até certo ponto simples de serem resolvidos, como a demissão de um treinador.

O centro da questão é que o senhor e seus vice-presidentes não acertariam sempre e em tudo. Errar é humano, desde que com a intenção de acertar. O senhor, o Bap, o Wallin, o Tostes e os demais podem e vão errar. Por mais que a Nação, esperançosa, achasse que os senhores fossem super-heróis, os senhores não são. Talvez (cabe aqui uma critica construtiva), os senhores devam analisar melhor os erros para aumentar ainda mais os acertos. Mas ainda assim errarão.

Somente uma coisa deve ser sempre lembrada: Até agora, o índice de acertos e evolução dessa gestão é infinitamente superior à anterior, e melhor que todas às anteriores. Nem mesmo as críticas (algumas desproporcionais, outras corretas) que a imprensa tem feito à gestão atual, nem mesmo os ataques gerados pela oposição, podem apagar esse legado. E a tal imprensa noticia que o senhor, logo o senhor, está pensando em nos abandonar, em nos deixar novamente sem esperanças.

oie_15195748YIQQYqC4

Eu não tenho procuração para falar pelos 40 milhões que apóiam o Mengão, mas saiba, Sr. Eduardo, que eu agradeço muito a você e aos seus por tudo que tem acontecido na Gávea. Sei que não deve ser fácil para o senhor e para a sua família. Sei das ameaças que seu filho sofreu e das pressões que o senhor e seus familiares devem ter que agüentar todos os dias. Mas o senhor, firme e forte em nosso comando, é fundamental para a continuidade do caminhar na tal trilha que falei lá em cima. Não existe vitória sem sacrifício. Nesse caso, o sacrifício é imenso, mas a glória da vitória (que não tardará) imortalizará o senhor nos corações rubro-negros.

Saudações Rubro-Negras

Felipe Foureaux

 

Bandeira defende tecnologia e diz que árbitro tentou compensar erro

GLOBO ESPORTE – O presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, engrossou o coro dos favoráveis à tecnologia no futebol. Admitiu erro do auxiliar Rodrigo Castanheira no gol não validado para o Vasco, marcado por Douglas, durante a vitória rubro-negra por 2 a 1, no último domingo. Mas acredita que o juiz de centro, Eduardo Cordeiro Guimarães, quis compensar o erro no desenrolar da partida.

– Sou a favor de que se use todo e qualquer recurso eletrônico ou não que esteja disponível para aumentar a confiabilidade das decisões do árbitro. Efetivamente a bola entrou, mas aquilo foi aos 12 minutos de jogo, e depois o juiz se sentiu pressionado por aquilo e tomou decisões contrariando o Flamengo – afirmou Bandeira, durante evento do “Movimento por um Futebol Melhor”, realizado em São Paulo no fim da noite de segunda-feira.

Bandeira ainda aludiu a uma entrada de Diego Renan por trás em Gabriel, aos 26 minutos do segundo tempo. O choque ocorreu na entrada da área, mas o mandatário acredita que o correto seria a marcação de um pênalti a favor do Rubro-Negro.

– Houve um pênalti duvidoso. O ideal seria que os erros não acontecessem. O juiz não teve culpa (no gol de Douglas), foi uma infelicidade do auxiliar, e quando isso acontece o juiz não pode tentar compensar durante o jogo – insistiu.

Eduardo-Bandeira-Mello-Bruno-Lima_LANIMA20121226_0045_26

Presidente do Fla nega pacto e cogita mudanças no regulamento

GLOBO ESPORTE – O presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, negou que o Flamengo  tenha aderido ao pacto dos clubes da Série A de não se beneficiar de ações de torcedores na Justiça comum. De acordo com o dirigente, o Rubro-Negro só vai aceitar fazer parte do acordo se o Regulamento Geral das Competições for alterado. A intenção é que as normas sejam mais claras para evitar “distorções”.

– Tivemos um entendimento que, daqui para frente, vamos realizar uma mudança no Regulamento Geral das Competições. A intenção é tentar evitar problemas como os de 2013. Se chegarmos a isso, o Flamengo vai apoiar as mudanças. Temos que fazer o possível para que as distorções do ano passado não voltem a se repetir – disse o presidente, que deixou a sede da CBF com um quadro com um escudo pelo título da Copa do Brasil.

bandeirademello_quadro_cbf_copadobrasil2013_vicenteseda_15

Pouco antes de Bandeira de Mello deixar a CBF, o presidente do Grêmio, Fábio Koff, admitiu estar preocupado com novas ações de torcedores na Justiça comum. O mandatário do Flamengo concordou com o gaúcho.

– Se o presidente Fabio Koff, que tem mais experiência do que eu, falou eu tenho que concordar com ele. O que houve foi uma iniciativa que será detalhada de se adaptar normas do regulamento para que episódios que aconteceram no campeonato de 2013 não voltem a se repetir. Se tirarmos todas as distorções, o Flamengo vai apoiar esse pacto ou como ele seja chamado.

Fla-Flu

Após comentar a situação do Brasileiro, Bandeira de Mello falou do clássico contra o Fluminense, no próximo sábado, no Maracanã.

– Vai ser o último jogo antes da estreia na Libertadores. Vamos ver se fechamos com chave de ouro essa parte. Vamos ter um público compatível com o Fla-Flu. Só não sei se vamos encher o Maracanã.

O dirigente também relembrou as declarações do atacante Walter em 2013. Naquela ocasião, o jogador, então no Goiás, disse que iria deitar e rolar diante do Flamengo  em jogo válido pela Copa do Brasil.

– O  Walter é um jogador excepcional e vamos ter que trabalhar muito para não deixar que ele deite e role. Não vai ser por falta de raça que ele vai fazer isso.

Esse é o Flamengo?


oie_21323LNTSZ7EAHá pouquíssimo tempo, ser Flamengo era quase como viver um dilema: Ao mesmo tempo em que nos acostumamos a somar vitórias e títulos nos gramados e quadras, o que nos trazia orgulho e uma certa soberba, nos envergonhávamos com questões alheias à esfera desportiva, mas muito presentes em nosso clube.

Não foram poucos os casos que trouxeram um gosto amargo para a boca de cada rubro-negro. Alguns atingiram a honra do torcedor. Tivemos inúmeras ações judiciais perdidas, inúmeros processos trabalhistas sofridos, atletas que achincalharam o clube, casos de jogadores bêbados, de jogadores envolvidos com o tráfico e até com assassinato.

A postura das diretorias passadas era de complacência (para não dizer conivência) com tudo que acontecia. Parecia que a felicidade gerada pelas vitórias e pelos títulos era capaz de apagar tudo de podre que ocorria nos bastidores. A torcida, em sua maioria, ficava apartada dos problemas e só tomava conhecimento do que explodia nas mídias esportivas. E a torcida organizada, que talvez tivesse maior força para cobrar melhoras, muitas vezes era “calada” por ingressos, viagens e financiamentos. Esse era o Flamengo.

Esse Flamengo era devedor, era distratado em negociações à prazo, era ignorado como força econômica e era um potencial desperdiçado. Essa era a foto do Flamengo: Um gigante errante, um time de glórias desportivas encalacrado com a fama de desorganizado e caloteiro. E o mais incrível de tudo: Todos nós, com pouquíssimas exceções, nos acostumamos a ser assim.

carrossel_assisDe repente, chega a mudança. Uma nova diretoria assume o comando e a principal promessa não era um craque caríssimo e sim um ordenamento financeiro e moral nunca antes testado. É claro que, além dos cofres combalidos e da dificuldade em qualquer tipo de negociação, a diretoria enfrentaria oposição e problemas diversos. A grande surpresa, pelo menos para mim, é a forma com que essa diretoria encara essas batalhas.

Essa semana foi recheada de fatos que nos fazem perceber uma mudança não apenas de estrutura e financeira, mas de cultura. Na justiça, vencemos pela quinta vez uma batalha judicial trabalhista. Alguém lembra qual foi, antes da ação do Luiz Antônio, a última vitória rubro-negra nos tribunais? Até o dinheiro do Rodrigo Mendes parece que nunca vai chegar. Mas tenho certeza que todos se lembram da facilidade de como o Ronaldinho saiu do Flamengo.

Outro fato relevante e ao mesmo tempo incrível é a questão dos valores dos ingressos no Carioca. Estão caros, sim, mas os borderôs comprovam como cada partida do campeonato é prejudicial ao já destruído cofre rubro-negro. As organizadas protestam desde o primeiro jogo, por preços mais baratos. E, na mesma semana que corintianos invadem CT em São Paulo, nosso presidente, após ser xingado em um jogo de basquete, vai até a torcida explicar calma e educadamente o motivo dos ingressos estarem mais caros.

2014-684487777-2014013056764.jpg_20140130-(2)

Se somarmos a esses fatos o posicionamento frente ao Ministério Público no caso do rebaixamento do Brasileirão de 2013, encontramos um Flamengo novo e transparente. O nosso presidente se compromete publicamente a auxiliar o MP em qualquer necessidade, sem nenhum tipo de temor, enquanto outros dirigentes tentam afastar suspeitas que recaem em seus clubes através de acusações indiretas (bem diretas, diga-se de passagem) a terceiros, acusações estas no mínimo não confirmadas.

Confesso que não estou acostumado com esse novo Flamengo. Acreditava em uma melhora com a nova diretoria, mas tudo tem sido melhor do que eu esperava. Na verdade, essa nova diretriz, independente dos possíveis erros que podem e vão ser cometidos pelo caminho, é a que sempre sonhei para o meu clube de coração.

Espero que tudo isso não seja passageiro, que tenha chegado para ficar. Seremos fortes dentro e fora de campo. Seremos o Flamengo do orgulho e apagaremos de nossas bocas qualquer amargor de tempos passados.

Bandeira conversa com torcida do Fla após protesto por preço de ingressos


foto_3_1GLOBO ESPORTE – A vitória do Flamengo sobre o Palmeiras pelo NBB foi pano de fundo para um protesto da torcida rubro-negra por fatos ligados ao futebol do clube. Os torcedores aproveitaram a presença do presidente do Fla, Eduardo Bandeira de Mello, no ginásio do Tijuca Tênis Clube, para reclamarem do preço dos ingressos para as partidas no Maracanã. O mandatário, então, foi atencioso e explicou as necessidades do clube junto à arquibancada, enquanto ouvia os argumentos dos fãs.

Ao avistarem o presidente rubro-negro numa área reservada das arquibancadas, os torcedores começaram a gritar palavras de ordem e cantos que tinham o preço das entradas como grande alvo.

– Mãos para o alto, esse ingresso é um assalto – cantavam os torcedores, que também provocavam ao dizer que Bandeira é “fantoche do Wallim”, vice-presidente de futebol. LEIA MAIS…