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DILEMA


Copa-do-Brasil-2013_TRI_torcidaA conquista da Copa do Brasil nos levou a uma improvável Copa Libertadores no ano de 2014. A verdade é que nem os mais esperançosos e entusiastas rubro-negros esperavam um presente antecipado tão legal do Papai Noel. É um grande prêmio para a diretoria “pés no chão” que hoje dirige o Mais Querido.

Mas é justamente nesse ponto que eu quero tocar. A diretoria está sendo considerada boa não por conta do título da Copa do Brasil. Afinal, títulos nós temos aos montes lá na Gávea, maiores que esse, até. A diretoria está sendo exaltada pelo saneamento financeiro que está se propondo a realizar e que tem feito a diferença para os nossos credores e para a imprensa especializada.

Quando os azuis assumiram, a situação era tão caótica que eles eram vistos como os novos Messias, como os novos Zicos da administração. E, obviamente, a expectativa era enorme, mas a boa vontade dos rubro-negros com esse novo horizonte, também. Essa boa vontade diminuiu um pouquinho a pressão (só um pouquinho, por que aqui é Flamengo). A verdade é que esse ano foi tão supreendetemente bom que o cenário do ano que vem se modificou por completo.

4flaatletprmap7225A coisa mudou de figura. A torcida do Flamengo é exigente e iremos disputar a competição mais importante das Américas. Teremos que ter um super time. Ou não? A situação financeira ainda requer cuidados extremos. Não saímos do CTI, estamos só um pouco mais estáveis. Como montar um time que atenda as expectativas do torcedor sem cometer os erros financeiros das antigas gestões?

Esse é o grande dilema da diretoria. Os nomes ventilados são caros. As opções são poucas. Mas a política de redução de custos, na minha humilde opinião, tem que nortear não só os três anos dessa diretoria, como os próximos mandatos. A geração de receitas ainda não é suficiente para grandes extravagâncias. Talvez seja no futuro, mas ainda não é. Portanto, sigamos nossa regrinha de gastar menos do que se ganha, para quitar o passivo. É o que eu espero da minha diretoria. Paciência.

E, assim como aconteceu esse ano, quem sabe não somos surpreendidos com conquistas inesperadas? Somos sempre beneficiados, pois em casa jogamos com 12 (talvez a torcida valha até mais que um simples jogador). Uma boa campanha na fase de grupos da Liberta, pode nos fazer sonhar. Só fica aqui o meu apelo: Vamos tentar ser humildes, por mais que o nosso time não deixe!

AINDA BEM QUE EU SOU FLAMENGO


Flamengo 1953Ano de 1946, Salvador-BA, nasci rubro-negro. Geneticamente, não poderia ser diferente. De meu pai, rubro-negro sergipano, herdei toda sua ensandecida paixão pelo Flamengo. Assim todos somos, nascemos Flamengo.

Viemos residir no Rio de Janeiro em 1950, aqui nasceu minha irmã. A partir de 1953, comecei, efetivamente, a interessar-me pelo Flamengo.

Pelo rádio, acompanhei nosso segundo Tri (53/54/55). Via meu pai sair para todos os jogos, decisões no Maracanã, voltar esfogueado com as conquistas. Invejava tudo aquilo, mas naquela época, dificilmente crianças eram levadas aos estádios.

Em 1958, retornamos à Salvador. Lá chegando, procurei conhecer os times da cidade. De cara, bateu uma simpatia pelo Vitória, afinal, tinha cores idênticas às do Flamengo. Na primeira vez que fui ao estádio, um BA-VI, o Bahia venceu por 5 x 0, logo depois, o mesmo sagrou-se campeão do Brasil, derrotando o Santos, com Pelé no auge.

Mesmo já sendo muito ligado em futebol, não consegui “torcer” por nenhum dos times de minha terra natal. Descobri que meu envolvimento com o Flamengo já era total, absoluto. Pelo radinho de pilha, acompanhei os campeonatos de 61 e 62, vencidos pelo Botafogo. Muito sofrimento. Garrincha, por ironia, um torcedor rubro-negro, destruiu o Flamengo. Da mesma forma, acompanhei nosso título de 1963, naquele Fla x Flu antológico.

Quando voltamos a residir no RJ, em 1965, o Flamengo foi Campeão. Meu velho, esfuziante, havia comprado dois títulos de Sócio Patrimonial do Flamengo, um para mim e outro para ele. Assim, tornei-me sócio desde 1965. Em 2015 completarei 50 anos, serei orgulhosamente, Sócio Remido do Clube de Regatas do Flamengo. Até hoje tenho minhas dúvidas se foi proposital ou não, mas fomos residir no Leblon, em frente ao Clube.

De 1965 até 1973, quando me casei e fui residir em outro bairro, poderia ser facilmente considerado “Móveis e Utensílios” do Flamengo. Não saia de lá.

Fla 1970'sMeu pai foi nomeado Vice-Presidente de Basquete, convivi bastante com Kanela, Algodão, Waldir e outros jogadores fantásticos, além de assistir ao nascimento de um time juvenil que fez história, no qual se destacavam, dentre outros, Pedrinho, Gabriel, Tocantins, Canguru, etc.

Em 1966, no futebol, havíamos vencido o primeiro turno por 2 x 1, com aquele histórico gol de Almir, arrastando o rosto no chão. Eu estava no Maracanã e considero aquele, meu jogo inesquecível.

Durante todo segundo turno, acompanhei de perto, a luta para recuperação de um jogador fantástico, Carlos Alberto. Um ponta-direita que, na época, estava sendo comparado à Garrincha. O mesmo havia sofrido uma contusão séria, levando aproximadamente seis meses se recuperando para enfrentar o Bangu na final de 1966.

Diariamente, eu ia a Gávea e o via correndo em torno do campo. Todo este esforço foi em vão. Na decisão, com 5 minutos de jogo o lateral esquerdo do Bangu, Ary Clemente, o tirou de campo. Aos 15 minutos, perdemos Nelsinho. Ficamos com nove jogadores, mesmo assim, Silva mandou uma bola na trave. Após o terceiro gol do Bangu, Ladeira fez uma falta desqualificante em Paulo Henrique. Almir partiu para cima dele, que saiu correndo em direção a nossa área, sendo parado por Itamar que lhe deu uma voadora, com os dois pés no peito. Pancadaria geral no campo e na arquibancada, jogo encerrado. Carlos Alberto nunca mais voltou a jogar.

Na época, aconteceram muitos comentários que Valdomiro, nosso goleiro, havia sido comprado. Recentemente, ouvi de um jogador que atuou naquela partida, que o comprado foi o juiz Airton Vieira de Moraes (Sansão), recebendo um Fusca do Castor de Andrade.

De 1966 para cá, iniciei toda odisséia de acompanhar o Flamengo em quase todos seus jogos. Em São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e outras cidades mais próximas do RJ, lá estava eu acompanhando o time.

Vi aparecer e se consolidar o nosso 10 de Ouro. Encantava-me com Geraldo, um dos maiores e mais elegantes jogadores que vi jogar, além de toda maravilhosa safra de jogadores que nos propiciou a Libertadores e o Mundial. Um time praticamente invencível, que faturou tudo de 1978 a 1983. Um orgulho a parte, foi ter visto o surgimento de Junior. Quando ainda era lateral direito, fez um gol inesquecível contra o America. Deslocado para a lateral esquerda pela vinda de Toninho, consagrou-se como um dos maiores de todos os tempos na posição. No meio de campo, nos ajudou a ganhar o Penta, conduzindo o time nos 3 x 0 contra o Botafogo. De Leandro, nem preciso falar, o maior lateral direito que vi jogar.

300px-Copa_uniaoEm 1987, orgulho total, tive condições financeiras de adquirir meu título de Sócio Proprietário e tornar-me Conselheiro do Clube que amava. Passei a freqüentar todas as reuniões do Conselho Deliberativo, acompanhava tudo que acontecia, fazendo questão de não ter qualquer vinculação com os grupos políticos existentes. Era totalmente apartidário, jamais apolítico.

Em 2004, inconformado com as campanhas do Flamengo no Brasileirão, com suas constantes ameaças de rebaixamento, resolvi conhecer mais de perto as entranhas políticas do Clube. Voltei a freqüentá-lo com mais assiduidade, comparecendo a todos os Seminários promovidos pelo mesmo, etc.

Em 2006, após um destes Seminários, fui convidado por Jose Maria Sobrinho, na época VP Planejamento, para assumir uma Diretoria. Em janeiro de 2007, na posse do Presidente Marcio Braga, o mesmo me nomeou Diretor do Projeto Nação Rubro-Negra. Embaixadas da Nação e o Gease-Fla, dentre outros subprojetos, foram os carros-chefes para nossa intenção de obtermos a maior interação possível com nossos torcedores.

Em janeiro de 2008, com a saída de Sobrinho da VP de Planejamento, assumi a mesma, lá permanecendo até dezembro de 2009.

De forma resumida, espero ter atendido ao solicitado por meus queridos amigos, Marcellinha e Paulo Cesar (PC), atuais responsáveis pelo Site Falando de Flamengo, a quem desejo todo sucesso do mundo.

SRN

Mario Cruz


MUITO PRAZER, EU SOU DO FALANDO DE FLAMENGO


keep-calm-and-fale-de-flamengoHá mais ou menos oito meses iniciei uma aventura que me traz muita satisfação: escrever sobre a minha paixão, o Flamengo, para um público antenado e com grande participação nas redes sociais.

Nesse período, tive a oportunidade de conhecer bons amigos virtuais e de ter meu trabalho reconhecido por muitos leitores. Confesso que isso já era mais do que eu esperava. Mas eu seria agraciado em conhecer um grupo de rubro-negros que sabe muito de Flamengo e que me deu a oportunidade de me juntar a eles para levar aos leitores muita informação e conteúdo sobre o Mais Querido.

O Falando de Flamengo começa uma nova história, com a chegada do novo site. Mas a credibilidade e isenção de toda a equipe são as mesmas. Minha opinião muitas vezes não é a mesma que a opinião dos outros integrantes, mas isso nunca foi um problema para o grupo. Ao contrário. O respeito à opinião não só dos colunistas, mas também dos leitores, me faz ter um enorme orgulho de fazer parte do Falando de Flamengo.

Tenho a certeza que o Falando de Flamengo trilhará um caminho de muito sucesso. Os profissionais que comandam o site são gabaritados e possuem todos os requisitos para tornar o Falando de Flamengo um dos maiores veículos de comunicação quando o assunto é Mengão.

Se o Flamengo é o nosso amor incondicional, falar do Flamengo por aqui é um grande prazer.


O FLAMENGO (É O) QUE IMPORTA


CopaDoBrasil2013E depois de tantas polêmicas, discussões sobre valor dos ingressos, cenas de prisões e escândalos, vamos finalmente ao que interessa: o Flamengo começa a decidir a Copa do Brasil. Este fato tomará conta de todo o território nacional, e evidentemente de todas as mídias e redes sociais. Sabemos qual o cenário: um simples gol do Atlético-PR bastará para uma enxurrada de tuitadas, postagens no Facebook, celebrações nas janelas, mas a soma de todo este movimento não resultará em uma tendência legítima e duradoura – é notório que somando todo o buzz da Torcida Arco-Íris não temos mais flood nas redes do que um peido do Supla em A Fazenda ou um mamilo rosáceo de uma BBB despontando para o anonimato.

Já um eventual título do Flamengo – ou mesmo um gol – geram movimentação nas redes e off-line que ultrapassam em número e grau qualquer Primavera Árabe reforçada ainda com o flash mob do Occupy Wall Street e mais as manifestações de junho no Brasil.

Assim é o mundo em que vivemos: o Flamengo é quase como o próprio futebol. Na definição de Juca Kfuri, o “futebol é a coisa mais importante dentre as coisas menos importantes”. Por um triz Juca não definia o Flamengo. A diferença é que o Flamengo é a Mais Importante entre as Mais Importantes.

Você acha que estou sendo fanfarrão? Discordo de você. O Flamengo, há poucos dias, mobilizou o Ministério Público e a Justiça, e ainda a Justiça Desportiva – esta, particularmente no caso do árbitro Alicio Pena Junior, que tem um grande histórico de atentados ao clube, como podemos ver nesta matéria antiga do portal Terra: Fla protesta contra escolha de árbitro e faz insinuações.

Aliás, esta matéria insinuando que Alício é torcedor do Atlético Mineiro é muito interessante – este vínculo com o pavoroso Galo das Alterosas explicaria muito o seu ódio ao Flamengo.

Quais os Times dos Juízes?

Reparem que a insossa conquista do Cruzeiro se diluiu na água e foi até mesmo encarada com bom-humor pelo asqueroso rival galinha, com um anúncio de página inteira em que teoricamente o “campeão das américas cumprimenta o campeão brasileiro”. Cena como esta, diante da grandeza do Flamengo, tem a relevância de uma briga de dependentes químicos pela última gota da seringa – e digamos que o mesmo grau de atrocidade.

7119d18a-1205-4e7d-80c6-191864a58ab8_chic-oMas uma das razões para a conquista deste chatíssimo campeonato de pontos corridos já ser uma vaga lembrança no imaginário popular é que não foi uma conquista do Flamengo. Uma explicação simples, baseada no princípio proclamada pela Navalha de Ockham, aquele que diz que a melhor explicação para um fato é geralmente aquela que é mais fácil de ser entendida e explicada.

Por conta disto, assuntos como o preço dos ingressos e as patranhas do Sr. Alício Pena Júnior (causa estranheza um árbitro que abertamente odeia um clube apitar sempre partidas deste clube, mas vamos em frente) acabam se tornando os assuntos principais.

Daí a importância de Iniciativas como os blogs rubro-negros, com destaque para o FALANDO DE FLAMENGO, se tornando um site, robustecido, com debates, discussões e pronunciamentos com o foco na gigantesca Nação Rubro-Negra. Uma forma de o Flamengo ter independência dos pauteiros tradicionais, dos editorialistas que torcem por times reprováveis, das oposições com interesses escusos. Um site como o FALANDO DE FLAMENGO ficando cada vez mais forte é uma forma de a NAÇÃO ganhar coesão, força e poder de decisão. Porque, por mais que inventem assuntos paralelos para desviarem o verdadeiro foco, o FALANDO DE FLAMENGO permanecerá como um porto seguro para que o Rubro-Negro possa questionar e obter respostas. LONGA VIDA AO FDF E FÉ NA DECISÃO!


SOBRE OS INGRESSOS

 

“Segregação é o ato de separar ou isolar contato, de algo ou alguém. A segregação pode acontecer entre raças, em um sentido urbano, na sociedade, e essas separações podem ocorrer por diversos motivos, como riqueza, educação, religião, nacionalidade, interesses políticos etc.”

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Em que pese nossos articulistas terem total liberdade para opiniar acerca de todos os assuntos pertinentes ao Flamengo, seja na esfera desportiva ou política, polêmicos ou não, a editoria do Falando de Flamengo, enquanto veículo de opinião, se posiciona de forma contrária aos valores que o clube instituiu para os ingressos das partidas que irá mandar no Maracanã.

TORCIDA_FLAMENGOAcima de tudo, apoiamos e defendemos o melhor para o Mais Querido. Assim como apoiamos a mudança de cultura dentro do clube, continuaremos a lutar para que o seu maior patrimônio, o torcedor, não seja preterido com esta postura excludente nos preços praticados nos ingressos.

Acreditamos que lutar por um preço justo (ou qualquer outro tipo de pleito) já se faz com pluralidade de idéias e de ideais. Que a liberdade se faz presente na imprensa, na oralidade, nas atitudes, desde que estas não infrinjam regras e não transgridam leis.

Estamos em pleno exercício da democracia onde nos expressamos, participamos, concordamos ou discordamos livrementeAs últimas eleições foram um marco na história do Flamengo, e nos remetem ao exercício diário de buscarmos respostas e mudanças, diante das propostas que nos foram feitas e que acreditamos.

personagem-geralNão acreditamos na conduta de apostar apenas no torcedor da elite para arrecadar fundos para sanear dividas de anos de gestões amadoras. Sejamos criativos e tenhamos sabedoria para não segregar nenhum membro da Maior Nação do Mundo. Que seja feito o produto da elite e o produto do povo, da massa. Afinal, o Flamengo deve a sua grandeza também àquele torcedor que lotava a antiga geral.

O que falta ao Rubro Negro? Visão! Um modelo empreendedor, dinâmico, flexível, que orienta as políticas a serem seguidas e corrige o rumo quando necessário. Temos total consciência que este modelo não acontece do dia para noite, e será um trabalho a longo prazo, já que está vinculado a um processo de aplicação de investimentos.

bola engravatadaÉ providencial que se resgatem os valores, cadeia composta de práticas, comportamentos, atitudes, reconhecimentos, compromissos e ações que vão conduzir a Organização ao seu objetivo. Dentro de uma empresa, os resultados são reflexos de uma boa gestão. Dentro de um clube, os títulos são os resultados que serão alcançados se bem conduzidos! O que enche um estádio e motiva um time, é ingresso barato ou time voando, composto por estrelas, e que encabece os 3 primeiros lugares no campeonato. Já que não podemos contar com a segunda opção… fica a dica!