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Mais do mesmo em mais um empate

Empatar pela quinta vez em oito partidas, numa competição equilibrada como o Brasileirão, onde o número de vitórias é o primeiro critério de desempate, definitivamente, não é bom negócio.

Levando em consideração que três desses empates foram contra equipes que ocupam as últimas posições da tabela, pior ainda.

O campeonato é longo, eu sei, e muita coisa ainda vai acontecer, mas para quem quer brigar na parte de cima, esses pontos perdidos no início, quase sempre, fazem falta no final.

E mesmo, tendo empatado (2 a 2), diante do Fluminense, com um gol aos 49 minutos do segundo tempo, considero que o Flamengo perdeu dois pontos, neste domingo (18), no Maracanã.

Meu principal argumento para justificar esse pensamento, se baseia na própria declaração do técnico tricolor, Abel Braga, após o jogo. Disse ele: “Tiveram domínio, mas não chances no segundo tempo”. Ou seja, dominamos, sem ameaçar.

É chato ficar batendo na mesma tecla, mas de que adianta ter mais finalizações, mais posse de bola, controlar as ações dentro de campo, e não transformar esse “domínio” em resultados positivos.

Nessa rodada, tínhamos a chance de cortar a diferença para o líder, Corinthians, mas deixamos a desejar. Nada que abale a confiança e o ânimo do nosso treinador Zé Ricardo, que afirmou, em entrevista ao final do Fla-Flu, que o Mais Querido vai entrar no trilho de novo. Será? Na próxima quinta-feira (22), contra a Chapecoense, às 21 horas, na Ilha do Urubu, a gente descobre.

DEFESA

Se diante da Ponte Preta, o setor defensivo se portou bem e quase não foi exigido, contra o Fluminense voltou a falhar, sobretudo nos dois gols sofridos. Se sobra experiência para o nosso zagueiro Juan, falta velocidade, já tinha sido assim contra o Avaí e voltou a acontecer no lance do pênalti a favor do tricolor. Já que não dá para confiar no Rafael Vaz, a esperança é que o Rhodolpho supra essa carência, mesmo tendo atuado muito pouco pelo Besiktas, da Turquia, na temporada passada. Vale lembrar que o Réver estava encostado no Internacional, e quando chegou ao Flamengo superou as expectativas.

GUERRERO

De volta da seleção peruana, onde fez um golaço de falta contra o Paraguai, o atacante decepcionou no Fla-Flu. Foi mais notado em campo pelas faltas cometidas, dez no total, do que pelas jogadas e finalizações. Se no início do ano apostava em, pelo menos, 30 gols dele na temporada, já começo a repensar esse prognóstico.

CONCA

Não era para o argentino ter entrado no clássico. Se a ideia, do ZR era tentar a virada naquele momento do jogo, que entrassem o Damião ou o Vizeu, mas não ele. Entrou totalmente perdido, com as vaias e xingamentos da torcida do seu ex-time, e poderia, até, ter sido expulso pela falta que cometeu no equatoriano Orejuela. Ainda acho que ele vai ser útil ao Flamengo, mas o técnico precisa avaliar melhor o momento de colocá-lo em campo.

Flamengo mediano tem mais uma atuação média… E segue no meio da tabela

Mais uma vez a história se repete. Aquele futebolzinho-assim-assim, e que recebe algum tipo de tempero extra no segundo tempo. Como resultado… De partida mediana em partida mediana, e não podia ser diferente, “tamo” nós empacados ali no meio da tabela e vendo o Corinthians, que não tem nada com isso, mantendo uma segura distância de nove pontos e ainda sem derrotas. Isso sem falar nos outros 66 clubes na nossa frente. Inclusive com a possibilidade de retornarmos pra segunda página se o Cruzeiro vencer o Grêmio em Minas na última partida da rodada.

A história segue a mesma. Certo domínio de posse de bola, mas agredindo pouco (o que não foi o caso do Conca, que entrou e mostrou a caixa de ferramentas de forma um tanto quanto deselegante). Daí se expôs aos ataques contrários do fluminenCe e acabou levando gol… E bora de atabalhoamento pra cima do adversário, bem representado pelo primeiro gol nosso, no melhor estilo bate-rebate-bate-rebate-rede.

O fluminenCE tem bom elenco? Tem? Clássico é Clássico? Certamente. Mas há que se levar em conta dois fatores: um é que enfrentamos uma equipe desfigurada por conta de um excesso de lesões que assola o Reino do Laranjal, e o outro é… Que se dane como e contra quem foi… PRECISAMOS começar a coletar três pontos com certa regularidade, caso contrário essa bagaça não anda e nem desanda.

Zé Ricardo mostrou o tradicional otimismo banhado em gerúndios do trabalhaNDO, melhoraNDO, evoluiNDO. Já um dos nossos capitães sem braçadeira, Diego, ligou o sinal de alerta. A diretoria vai fazer o básico e tradicional após mais uma não-vitória… Anunciar reforço, que já se antecipou e tá nas redes trajando o Manto Sagrado. Como tudo segue igual… E sendo repetitivo de propósito… Tudo segue igual. A incômoda e inesperada (antes de tudo começar) posição na Terra Média da Classificação, onde nada se move, é mesmo o mais justo no momento após cinco empates em oito jogos.

Do Quarteto dos Supostos Favoritos, Santos já conseguiu colar lá na frente e nessa rodada, apesar de continuarem em posições não condizentes com a expectativa inicial, Palmeiras e Atlético-MG conseguiram expressivas vitórias atuando longe de casa. No nosso futuro próximo, Chape em casa, Bahia fora e São Paulo também na Ilha do Urubu. Ao fim disso, quase um terço do campeonato já terá transcorrido. Claro que a gente olha pra tabela e profere logo um “Ih… Dá pra faturar esses nove pontos aí heiiiiin???”. Mas… Bora repetir de novo? Não é culpa e falta de criatividade minha. Mesmice só pode gerar mesmice. Se a ATITUDE não aparecer e logo, quando ela pintar vai se repetir a tortura psicológica de 2016, com um olho no gramado e o outro na calculadora. E daí pode ser tarde.

Bora torcer… Pra cima da Chape.

Isso aqui é Flamengo.

Fla-Flu tem renda de R$ 3 milhões, mas clubes ficam com apenas 29%

O Fla-Flu deste domingo, no Maracanã, foi  o maior público do Brasil em 2017 – foram 68.515 torcedores no estádio – e teve uma renda de R$ R$ 3.242.130,00. Descontadas as despesas, como o custo operacional do estádio e a taxa da Ferj, apenas 29% dessa receita chegou aos cofres dos clubes cariocas.

fla-flu

O Flamengo, que teve parte de seu lucro penhorado, teve uma receita de R$ R$ 437.035,53. O Fluminense, por sua vez, “levou para casa” R$ 522.018,27.

Operação do Maracanã

As despesas da partida no Maracanã somaram R$ 2.160.226,85. O maior valor foi gasto na operação do estádio: R$ R$ 452.556,24. A taxa paga ä Federação de Futebol do Rio de Janeiro foi de R$ R$ 313.693,00.

Flamengo e Fluminense voltam a campo nesta quarta-feira. O Tricolor enfrenta o Liverpool-URU, em Montevidéu, pela Copa Sul-Americana. Já o Rubro-Negro estreia na Copa do Brasil, contra o Atlético-GO, novamente no Maracanã.

L!

Flamengo Campeão

Após passar em branco e sem volta olímpica em 2015 e 2016, o Flamengo volta a fazer o habitual: superar os três eternos candidatos à maior rival do Mais Querido, doutrinar, e ganhar o Carioqueta. Dessa vez de forma invicta e, pra deixar claro que nem o regulamento presta, uma forma de ganhar também da FERJ, sem ganhar nem a Taça Guanabara e nem a Taça Rio.

Falando em Federação, tirando o fato de que lucrou mais que todo mundo nessa aberração que chamam de campeonato, teve duas semanas difíceis, sem nenhum dos seus favoritos na Final.

As duas equipes de melhor campanha fizeram partidas dignas de uma decisão entre Flamengo e fluminenCe. Dá até uma pré-nostalgia quando a gente lembra que eles só devem chegar à Final junto com a gente agora lá pra 2040. Como esperado, a equipe do Abel não repetiu a fraca atuação inicial do primeiro jogo. Marcando logo no início e acabando com a vantagem do Flamengo, apimentou a decisão e alimentou a esperança de toda a arcoirizada diante da TV. Bem… Menos do Milton Mendes. Esse foi mais esperto e brotou meio da Nação pra sentir como é ganhar uma decisão com o Maracanã lotado. Ok… Ele deve ter seus jogos decisivos de fuga do Z4 por lá nessa temporada, mas não é a mesma coisa.

Daí todos nós ficamos com aquela pulga atrás da orelha pensando na possível decisão por pênaltis… A gente sabe muito bem por que, mas não é hora de falar nisso.

flamengo

Invicto sim, mas porque viria de maneira fácil se podia ser com adrenalina? Teve que ficar tudo lá pro final, porque é notório que fica bem mais gostoso. Gol do Guerrero, expulsão do goleiro adversário… E mais uma vez Rodinei escrevendo seu nome em outra bela página da história da nossa temporada em #201SETE.

FLAMENGO CAMPEÃO ESTADUAL DE 2017. O Rei do Rio volta a ganhar o Carioqueta em um ano em que todos nós temos justas expectativas de que as conquistas não parem por aí. Mais que isso, diante da administração responsável e que começa aos poucos a reverter para o campo (enfim) os já seguidos sucessos nas finanças, no marketing, mas que ainda carregava esse fardo de uma tonelada nas costas com o breve jejum de títulos, dessa vez não é motivada pela soberba, mas rola sim aquela sensação de que estamos vivendo o início de uma Nova Era Flamenga.

Uma Era de estar sempre brigando lá na parte alta da tabela, uma Era de estar ano sim e o outro também disputando a Libertadores, de começar sempre nas oitavas da Copa do Brasil, de tornar uma raridade passar um ano sem volta olímpica. De ser Flamengo com toda a grandeza e pompa que o nome Flamengo merece.

Nem dá tempo de respirar. Ainda que com uma provável equipe alternativa, na quarta tem jogo importante contra o Atlético-GO, e já no sábado um jogo de 6 pontos contra o Galo, que muito provavelmente vai frequentar também a região nobre da tabela no Brasileirão.

“É CAMPEÃO… É CAMPEÃO… É CAMPEÃO…”. E já foi. A jornada está só no início. Pra cima deles, Flamengo.

Flamengo é o Rei do Rio mas queremos mais

Não sei vocês, mas eu acredito que tudo o que acontece nas finais de campeonato é fruto dos planos dos Deuses do Futebol. Passei a semana tentando imaginar quais seriam esses planos para ontem, depois do magro 1×0 do primeiro jogo. Teria sido aquele banho de bola apenas um chamariz para sermos 80% do estádio como em 95? Seria a furada do zagueiro deles o prenuncio de alguma falha da nossa defesa no jogo de volta? Não tem quem não suba as rampas do Maraca  com um certo frio na barriga. Confiante, porém tenso.

Começa o jogo e sai aquele gol mixuruca do centroavante deles logo no início. Seria esse o plano? Iriamos para os pênaltis para testar o Muralha? Não.

guerrero

Os Deuses do Futebol queriam que saíssemos atras no placar porque nunca soubemos jogar com vantagem. Queriam mostrar aos poucos tricolores que compareceram que a Magnética canta alto mesmo em desvantagem no placar. Queriam que o peso das substituições durante a partida nos fizesse lembrar que temos um excelente treinador. Queriam exaltar Paolo Guerrero que, em apenas 5 dias foi fundamental para salvar o semestre. Queriam Flamengo!

E queriam Flamengo porque esse é o título do futebol! É a prova de que não é preciso nenhum bad boy no elenco para construir um time valente. Não é preciso se submeter aos desmandos federativos para ser forte e competitivo. Gastar mais do que pode sempre terá consequências nefastas. Viver às custas de mecenas não é sustentável no longo prazo. Não é preciso dar espetáculo na beira do campo para ser bom treinador.

É preciso convicção. Chegou a hora de mostrar que, mais cedo ou mais tarde, fazer a coisa certa dá resultado. Seremos fortes por muito tempo; e cada vez mais fortes.

Somos os Reis do Rio mas queremos mais, e tudo indica que podemos mais.

O Flamengo ontem mostrou que é mesmo aquele sapinho surdo. Por não ouvir que é impossível, vai lá e faz.

Saudações Rubro-Negras.