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Tropeço que liberta

Acabou. Toda a parte que não leva a lugar nenhum do Carioqueta ficou pra trás. Tanto a parte que “vale”, onde se fica sofrendo prejuízos financeiros, morais e desportivos contra os Clubes de Menor Investimento, quanto a recente Taça Rio Morta-Viva, que a gente até queria ganhar (sem cuspir no prato que queria comer), mais por poder jogar/dar volta olímpica no próximo domingo no Maracanã do que pelo 1 milhão de reais. Esse até deve fazer falta pra muito time “grande” do Rio de Janeiro. Para o Flamengo, felizmente, seria apenas mais um enfeite na bonita Planilha Excel Ostentadora que possuímos.

E olha que se o Flamengo tivesse jogado, como reza a cartilha, dois tempos de futebol, poderia facilmente ter saído com a vitória. Mas sabe como é… A carne é fraca e a consciência é forte. Na primeira etapa o time ficou ali pela relva verde apenas filosofando enquanto ambas as equipes submetiam a bola a uma tortura infindável. “Vale a pena ganhar esse treco?”; “Pra que serve essa partida?”; “Será que a gente consegue ganhar o jogo na quarta?”; “Terá o Vaz uma nova oportunidade em breve?”. Lédio Carmona definiu bem em uma palavra o ocorrido nos primeiros quarenta e cinco minutos: “Devastador”.

zé ricardo

Sei lá se foi o Zé Ricardo, o provável tédio de ter que repetir todos os não-acontecimentos por mais quase uma hora, ou remorso por tratar tão pessimamente uma bola que será merecedora de todos os caprichos possíveis quando entrarmos em campo contra o Atlético Paranaense. O fato é que o Flamengo voltou com um pouco de vontade de jogar bola e partiu pra cima do Vasco. Em um primeiro momento a equipe de São Januário até topou a brincadeira e decidiu jogar também. Ficou até parecendo que ia ter futebol enfim.

Mas daí, lá pela altura da parada técnica, o povo do Tio Eurico percebeu que não ia dar pé e meteu o galho dentro. Postura inclusive admitida pelo capitão moral da equipe, o Rodrigo: “Fizemos a cera que tínhamos que fazer”. E daí, (não) jogando com o regulamento embaixo do braço, foi paralisação atrás de paralisação, “lesão” atrás de “lesão”, e em uma lastimável demonstração de falta de técnica na hora de elaborar o roteiro para a classificação, até o goleiro teve cãibra, fato um tanto quanto inovador no Planeta Bola.

flamengo

Donatti deu conta, apesar de não ter sido lá exatamente uma partida que exigiu muito. Como principal mérito, e que faz tanto falta ao Vaz em alguns momentos, deu volta e meia aquela tradicional bicuda para onde o nariz aponta. Ato de humildade necessária para todo zagueiro-zagueiro que se preze. Teve bastante erro de passe no time? Teve. Eu nem consultei, mas a Fla-Twitter deve ter dado um jeito de parecer que todos eles saíram dos pés do Márcio Araújo que inclusive, para falar em carioquês fluente, roubou bola pacarái na meiúca e até algumas lá na cozinha pra ajudar a zaga.

De forma resumida, praticamente só teve meio tempo de jogo. Do início do segundo até o Vasco decidir, ali por volta dos 25 do mesmo, que já estava de bom tamanho. O lado de lá zoando a nossa eliminação que não significa muito? Faz parte do contexto e, sem falsidade, estaríamos fazendo também se a situação fosse inversa. Agora é focar no que realmente importa. Em um primeiro momento a Libertadores e em 15 dias o verdadeiro início do Campeonato Estadual. Esse, devido a um regulamento que só consegue piorar a cada ano que passa, só começa mesmo no fim. Uma pena.

Flamengo não fez o mínimo…

Vamos lá… Mais do que ninguém eu sei… Não valia nada… Tanto que nem fui ao jogo… Por motivos financeiros preferi beber mais na quarta-feira do que ver uma promessa de pelada. No “caralhésimo” jogo do Flamengo de Zé Ricardo, funcionamos da mesma forma, tivemos posse de bola e cruzamos bolas na área.

É esse nosso jogo, nossos rivais sabem disso e não variamos, só o Zé não vê, quer dizer a patrulha virtual também não, ou finge que não.

flamengo diego

Durante o jogo chego a ter pena do Diego, ele chega na frente, busca a boa atrás dos volantes, vai na ponta, bate escanteio e tenta meter o gol de cabeça… Ah, Diego se todos fossem iguais a você.

Zé, lembra no pré jogo o que eu te falei do Arão? Claro que tem qualidade, mas, ele nao pode esperar a bola fazendo a linha de 4 com Diego, Everton (Gabriel) e Mancuello… Ele tem que vir de traz, é missão dele chegar com a bola dominada, evitar chutão e auxiliar na armação da jogada… E deixar essa função de saída de bola para o Márcio Araújo dá no que aconteceu aos 44 do segundo tempo, ele vai entregar. Não era nem para ele fazer parte do elenco, mas, num elenco onde ser “evangélico” é premissa de qualidade ele se faz necessário.

Zé, o Márcio Araújo não é o único problema do “Seu” Flamengo, ele é UM dos problemas. A questão que pegamos no pé dele é porque sabemos que em algum momento na partida ele vai entregar, ou vai errar um passe como fez ontem, ou fazer uma falta próximo da área faltando poucos minutos, com ele em campo não existe tranquilidade.

Mas o jogo de ontem eu acho que valeu no mínimo para você ver que dá para contar com a garotada. Ronaldo entrou bem, não amarelou e no pouco tempo que esteve em campo fez mais do que o Marcio Araujo. Não é possível que você não tenha visto isso, ou seja, deixa ser cagão e bota a molecada para jogar. Vamos separar o joio do trigo e só o Flamengo tem a ganhar.

Zé, meu treinador, se você quiser ganhar algo, ou virar um grande treinador, tem que aprender a variar o time taticamente. Reclamo desde o ano passado. São dois pontas estáticos, time parado e bola na área. Isso não vai te levar a lugar algum.

Dá uma olhada na entrevista do Rodrigo. Você vem consagrando esse merda. Se ele está com moral a culpa é sua. Falar em zagueiro, ontem pudemos observar que o Donatti segura bem a onda, mas, observei também que os chutões do Vaz são solicitações suas, já que, sem o Vaz, as bicudas para frente ficaram a cargo do Rever, só não viu quem não quis.

Treinador, você vai ter que por o Conca aí… Muda essa forma de jogar por favor…

Derrota do Flamengo não deve ser relativizada

Ah, alô galera do Twitter… Vamos parar de relativizar derrota… Eliminação não se comemora, nem se acha normal! Desde a pasteurização da torcida do Flamengo, advento dos últimos títulos nossos, melhor receita, melhor estrutura, melhor CT, melhor financeiro… Paramos de identificar falhas. PORRA, SOMOS FLAMENGO! PERDER OU SER ELIMINADO NUNCA VAI SER NORMAL, CARALHO!

Do mais, vamos quarta-feira, pois, necessitamos VENCER, VENCER E VENCER.

Flamengo! Eu quero ver taça!

Que os dirigentes do futebol carioca são o retrato do retrocesso todo mundo já sabe. Que esse ano eles provaram que são mesmo incompetentes no quesito organizar um campeonato, ficou óbvio para todos. Que duas semanas do nosso tão sofrido calendário estão sendo desperdiçadas com jogos sem valor real ficou infelizmente evidente. O famoso clássico dos milhões agonizou em um Maracanã raro e vazio.

Mas, pra mim, independente de tudo isso, me choca mais ver o time do Flamengo perdido, sem gana de vencer, sem vontade de calar os críticos. Não falta empenho, não falta entrega e dedicação mas falta aquela vontade de ganhar que seja maior que a do adversário.

flamengo

Tudo bem que na quarta teremos aí sim uma decisão, mas de onde podemos tirar a certeza de uma boa atuação? Será em um passe de mágica? Será uma simples virada de chave para outra competição que fará o time reencontrar seu bom futebol?

Eu, mesmo sem acreditar, torço para que sim porque mesmo sem, até então, ter ganho nada de realmente válido, esse time me fazia ter gosto de ver o Flamengo jogar, era sempre ao menos um bom momento de lazer. Para onde foi tudo isso? Em que momento nos perdemos? O carioca ainda não acabou mas as pequenas taças já deixamos passar. Como almejar algo grande se nem ao menos o pequeno conseguimos conquistar?

Zé Ricardo chegou chegando, fez ótimo trabalho, arrumou a casa e mantém um aproveitamento acima da média. Mas, é na hora do vamos ver que ele terá que mostrar seu valor. Caso contrário vai mesmo ter que carregar o estigma de treinador de base e de pouca experiência. Eu sinceramente torço para que isso não aconteça porque vejo de fato um caminho bom sendo trilhado e que pode ser totalmente perdido caso um título não venha.

Não quero retrocesso, não quero técnicos medalhões que a longo prazo não funcionam. Quero CND’s, quero bom balanço financeiro, quero estrutura mas o que mais quero são títulos, é disso que vive o futebol.

Me choca o comportamento blasé, como se a qualquer momento, com um piscar de olhos iremos ganhar, uma espécie de soberba e percepção de superioridade que não se confirma em campo e não parte somente do time e diretoria, mas também de uma parte da nossa torcida.

Acorda, Flamengo!

Acorda Mengão, acorda Zé, acorda Diego, somente jogar um pouquinho melhor que o adversário não nos garante nada. Isso é futebol, o que vale é bola na rede, é a vitória seja ela com gol de barriga, com pênalti de barriga ou seja lá como for.

Guerrero revê algozes e Vasco segue como “pedra no sapato”

A vida de Paolo Guerrero não é nada fácil nos jogos contra o Vasco. Desde que chegou ao Flamengo, em 2015, o atacante enfrentou o rival em oito oportunidades e conquistou apenas uma vitória, além de quatro derrotas e três empates. Mais que isso, o peruano sequer conseguiu balançar as redes do Cruzmaltino. E, neste sábado, não conseguiu evitar a eliminação rubro-negra no empate por 0 a 0 contra o Vasco, pelas semifinais da Taça Rio, no Maracanã.

E isso tem tudo a ver com dois personagens que atrapalham e muito a vida do rubro-negro: Martin Silva e Rodrigo. A dupla tradicionalmente tem bom desempenho diante do Flamengo e consegue anular Guerrero no clássico. O zagueiro tem até mesmo um histórico de provocações com o peruano.

guerrero

“O Guerrero é um jogador de muita qualidade, tanto que faz a diferença quando joga pela seleção dele [Peru]. Falei para o Rafael [Marques, companheiro de zaga] que para marcar ele tem que jogar duro e não dar nenhum espaço. Falam em superioridade do Flamengo, mas só vejo posse de bola e cruzamento na área. Aí consagra a nossa defesa, que mais uma vez não levou gol dele [Guerrero]”, disse Rodrigo.

Guerrero parou no goleiro vascaíno

Quando conseguiu superar Rodrigo, Guerrero parou nas mãos de Martin Silva. No segundo tempo, o atacante finalizou da entrada da área para boa defesa do goleiro do Vasco. A falta de gols foi decisiva para a eliminação do Flamengo no último sábado.

“Precisamos melhorar nisso, claro. O Vasco soube se defender, era o interesse dele. Mas temos que saber fazer a leitura correta e criar situações para fugir da marcação deles. E quando as oportunidades aparecerem, não podemos desperdiçar. Estou feliz com o desempenho da equipe”, explicou Zé Ricardo sem individualizar a análise.

O fato é que Guerrero segue sofrendo na mão do Vasco desde que chegou ao Flamengo. A ‘pedra no sapato’ do peruano só poderá voltar a cruzar seu caminho na finalíssima do Campeonato Carioca. Nas semifinais gerais, o Rubro-negro encara o Botafogo.

UOL

Donatti agrada em chance como titular no Flamengo

Donatti foi a principal mudança no Flamengo que entrou em campo neste sábado. No empate sem gols diante do Vasco, o argentino ganhou chance como titular na vaga de Rafael Vaz – que não foi nem relacionado. Por mais que não tenha sido exigido ao extremo – já que o adversário não foi preciso no contra-ataque e jogou sem um homem de área de ofício – preferiu não correr riscos. Ganhou elogios de Zé Ricardo.

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Quando exigido, foi bem na recuperação e preferiu sempre afastar o perigo através de cortes com chutões. Atuou com seriedade e, mesmo errando alguns passes no começo, não comprometeu. No fim do segundo tempo, mandou a bola para longe em um lance em que o vascaíno Kelvin ficaria cara a cara com o goleiro Muralha.

A decisão de modificar a zaga foi tomada por Zé Ricardo nesta semana. No trabalho fechado no CT, o técnico testou a formação – modificando o lado de atuação do capitão Réver. Zé confirmou que fez questão de conversar com Rafael Vaz sobre a alteração.

Donatti não está garantido para quarta

O técnico também havia comentado, na última sexta-feira, que Vaz era um atleta maduro e que também passava por problemas pessoais recentemente.

O Flamengo volta ao Maracanã na próxima quarta-feira. Desta vez, o desafio será pela Copa Libertadores. Com uma vitória e um empate, a equipe ocupa a terceira colocação do grupo 4. O adversário será o Atlético-PR.

GE