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Zé Ricardo fala em avaliações e mudanças no Flamengo

Após os 2 a 0 para o Sport nesta quarta-feira, o Flamengo perdeu a invencibilidade de 11 jogos em partidas no Brasileiro – quatro jogos neste ano e sete em 2016. Com erros individuais e atuação aquém do esperado e ineficiente, o time teve poucos bons momentos e foi presa fácil no segundo tempo da Ilha do Retiro. A largada é preocupante no Brasileiro. São apenas seis pontos em 15 possíveis – 40% de aproveitamento. Zé Ricardo, após o revés – o quarto do ano (as outras três derrotas foram na Libertadores) -, reconheceu que o desempenho do Fla é decepcionante. E pela primeira vez admitiu fazer mudanças e reavaliações.

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– Não se trata de testar, se trata de ver jogadores que podem render mais nesse momento, porque realmente é um momento difícil para todos nós. Falei: não era o início de Brasileiro que esperávamos. Por isso, precisamos fazer as avaliações. Se os resultados não estão aparecendo, alguma coisa realmente a gente precisa mudar.

Durante a coletiva pós-jogo, Zé não quis avaliar individualmente seus jogadores. Foi perguntado sobre a falha de Alex Muralha no primeiro gol, mas não tratou diretamente do lance.

– Dificilmente a gente vem para uma coletiva e fala de atuações individuais, prefiro falar do coletivo. Nessa linha vamos preferir reconhecer que não fizemos uma boa atuação, principalmente no segundo tempo.

Questionado se Thiago, seu goleiro titular na Copinha 2016, pode substituir Muralha, em má fase, o treinador foi evasivo e novamente evitou tratar especificamente de um jogador.

– A gente vai seguir a mesma linha. O Thiago é um grande goleiro, a gente conhece bem. Se tiver que entrar na próxima partida vai entrar normalmente. Mas a gente prefere não falar de atuações nesse momento.

Fala de possíveis reforços, como Rhodolfo e Geuvânio

Acho que todo clube grande acaba sempre, no início do Brasileiro, trazendo peças. Não é diferente no Flamengo, são grandes jogadores chegando. Tenho certeza que vamos ficar mais fortes com a presença deles.

Que mudanças podem ser feitas?

São avaliações que vamos fazer internamente com a comissão e os atletas. O objetivo de todos é que a gente melhore. Agora é esfriar a cabeça, é um momento delicado, a gente precisa de cabeça fria para tomar as decisões, mas são decisões internas.

“Momento mais delicado” de Zé Ricardo no Flamengo

Eu vejo que a pressão faz parte do uniforme do atleta e daqueles que trabalham com futebol, principalmente se tratando de um grande clube, como é o Flamengo. Tivemos momentos de felicidade no clube e hoje seria o momento mais delicado que estamos passando. A gente tenta manter equilíbrio para ver onde temos de melhorar.

Programação para Diego

Diego tava programado até 45 minutos apenas para ele. Num esforço muito grande, profissional como ele é, a gente estendeu um pouquinho mais, já que no intervalo a gente viu que poderia ficar no máximo 60 minutos. Não queremos correr o risco de perder um atleta importante como ele é. Quando a gente viu que tava situação difícil, decidimos colocar o segundo atacante para ver se conseguíamos uma bola mais alta para tentar empatar. Saiu o segundo gol e ficou muito difícil.

GE

Tá na mão do treineiro

Em 1970 ninguém apostaria que Zagallo montaria um time com 3 camisas 10 e dois atacantes, porém, Gerson, Jairzinho, Rivelino, Tostão e Pelé, mostraram para o mundo que futebol é para quem sabe jogar.

Com a proteção apenas de Clodoaldo e ocupando espaços, a Seleção Canarinho fez sua maior exibição em uma Copa do Mundo em um time inesquecível até hoje.

Em 1982, Telê Santana assombrou o mundo com uma seleção altamente ofensiva, com Cerezo, Falcão, Sócrates, Eder, Zico e Serginho.

Encantamos o mundo, contudo não levamos o caneco e ali iniciou-se o fim do futebol brasileiro.

O Flamengo de 2017 participa de uma nova era do futebol, onde a força física e ocupação de espaços são primordiais aos times, que muitas vezes fazem a opção por jogadores mais fortes fisicamente à qualidade técnica dos antigos boleiros.

Um futebol totalmente diferente de 70 e 82, mas, com um mesmo desafio ser vistoso e campeão.

O Rubro-Negro montou um plantel que vai exigir que o treinador dê um jeito de aproveitar a qualidade técnica e ofensiva do elenco, sem perder ou dar espaços defensivamente.

Com Vinicius Jr, Everton Ribeiro, Conca, Diego e Guerrero, Zé Ricardo, talvez, tenha seu maior desafio na sua prematura carreira de treinador.

Zé até hoje, se mostrou um aficionado pelo modelo de jogo 4-2-3-1, onde, dois ponteiros são obrigados a cumprir funções defensivas e chegar ao ataque, deixando o meio aberto e sem muita mobilidade e/ou troca de posições.

Além dessa opção por um time aberto com dois pontas, ele não utilizou, até hoje, nenhuma variação tática. Sua maior descoberta, foi fazer laterais ofensivos jogarem como pontas, ajudando na marcação.

Com a falta de povoamento no meio campo e pela insistência em dois ponteiros, Zé, prefere jogadores com maior poder de marcação em detrimento de jogadores que possuem uma melhor qualidade na saída de bola.

Daí vem a maior crítica da torcida e comentaristas. Sua opção por Márcio Araújo, jogador voluntarioso, mas que se esconde do jogo. Um cão de guarda que toma a bola dos adversários com a mesma facilidade que às devolve com os erros de passe, ou por se esconder do jogo.

Seu outro volante, Willian Arão, é um exímio finalizador, contudo, não cumpre as funções defensivas necessárias para a função. Na maioria das vezes se junta aos atacantes, mas, não cumpre a maior função de um jogador da sua faixa de campo, que é fazer a boa chegar ao ataque.

Hoje fica tudo sob a responsabilidade e vitalidade de Diego e Everton ou em chutões dos zagueiros. Um Flamengo pouco técnico e fácil de marcar.

Enfim, ou o Zé Ricardo revoluciona seu próprio esquema, ou vai acabar morrendo abraçado com suas convicções. Com os jogadores agora disponíveis, precisaremos de um treinador moderno e que seja adepto a variações táticas. Não se pode ficar preso a um esquema. Se acaso fosse alçado a esse cargo, procuraria colocar um volante mais forte fisicamente e com boa saída de bola.

No elenco temos três jogadores com esse perfil, que não são muito aproveitados: Rômulo, Cuéllar e Ronaldo. Faria um 4-1-4-1, parecido com o que o Tite fez no Corinthians.

Mas, como diria o capitão nascimento:

– A pica é sua, Aspira.

Zé Ricardo valoriza empate do Flamengo na Arena da Baixada

Após o empate em 1 a 1 na Arena da Baixada, Zé Ricardo valorizou o ponto conquistado por sua equipe neste domingo. Em coletiva logo depois da partida, o técnico do Flamengo ressaltou o fato de sua equipe ter encarado uma sequência de viagens nos últimos 10 dias.

– A gente dá muito valor a esse ponto, vem de sequência de cinco partidas com viagens praticamente em todas elas. Atlético teve oportunidade de trabalhar a semana toda, por isso conseguiu imprimir ritmo forte – disse Zé Ricardo.

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GE

Zé Ricardo testa equipe com Cuéllar e Mancuello

Ainda com desfalques importantes, o técnico Zé Ricardo não poderá contar com mais uma peça: Ederson, por opção da comissão técnica, será poupado após ser titular nos últimos dois jogos. De acordo com o Flamengo, a grama sintética exige muito das articulações, e o camisa 10 ficou 10 meses sem atuar por conta de uma lesão no joelho esquerdo.

Assim, Zé deve promover mudanças significativas na base do Flamengo que enfrentará o Atlético-PR, neste domingo, em Curitiba. As grandes novidades são os possíveis retornos de Cuéllar, que está perto de reforçar o Vitória, e Mancuello. A opções foram testadas pelo treinador.

Utilizado como ponta recentemente, Rodinei volta a ser opção para o decorrer do jogo. Matheus Savio, autor do gol que ratificou a classificação rubro-negra às quartas de final da Copa do Brasil – o da vitória por 2 a 1 sobre o Atlético-PR, na quarta passada – volta ao time titular e atuará perto de Guerrero. Com queda de rendimento nos últimos jogos, o lateral Trauco pode dar lugar a Renê. Rômulo ainda não voltou a atuar por 90 minutos desde que sofreu uma lesão no joelho direito. Com isso, o time titular com três volantes pode ter: Muralha, Pará, Réver, Vaz, Renê (ou Trauco), Márcio Araújo, Willian Arão, Cuéllar (Rodinei), Mancuello, M.Savio e Guerrero.

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Zé Ricardo sem titulares

Além dos meias Diego e Conca – que estão em fase final de recuperação – Zé ainda não pode contar com a volta de: Everton, Berrío e Gabriel. Com isso, teve que pensar em outras formações.

A partida na Arena da Baixada é válida pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro. O Flamengo soma quatro pontos: tem uma vitória (contra o Atlético-GO) e um empate (diante do Atlético-MG) nas duas primeiras rodadas da competição.

Após atuar como titular em dois jogos seguidos, o atleta Ederson não viajará para Curitiba, seguindo o planejamento inicial da comissão técnica. A grama sintética exige muito da articulação e, por isso, treinará no CT, em preparação para o jogo contra o Botafogo.

GE

Zé Ricardo completa um ano no comando do Flamengo

Interino, efetivado, amado, odiado… Na passagem pelo Flamengo, Zé Ricardo divide opiniões e acumula conquistas e decepções em campo. Nesta sexta-feira, o treinador completa um ano no comando do Rubro-negro pressionado pela eliminação precoce na Libertadores, mas confiante numa volta por cima na temporada.

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No dia em que Zé atinge a marca no Flamengo, o GloboEsporte relembra os momentos marcantes do treinador entre os profissionais, desde que assumiu como interino, em maio de 2016, até a pressão pós-derrota na Argentina para o San Lorenzo.

Confira a linha do tempo:

26 de maio de 2016

O INÍCIO

Problemas médicos tiraram Muricy Ramalho do futebol. A primeira medida da diretoria do Flamengo foi anunciar Zé Ricardo, ex-treinador do sub-20 do clube. Sem experiência entre os profissionais, chegava com o título da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Os planos, inicialmente, eram de uma curta passagem.

– Em relação ao perfil, evidente que deve ser um treinador de renome, mas o que mais importante é o currículo e a performance – disse Flávio Godinho, perguntado sobre o sucessor ideal para Muricy.

29 de maio de 2016

COMEMORAÇÃO NA ESTREIA

A pressão era grande. Três jogos sem vitória e a Ponte Preta pelo caminho. Wellington Paulista assustou Zé Ricardo aos 12 minutos de jogo, mas, mesmo diante da torcida rival no Moisés Lucarelli, o final foi feliz para o Rubro-negro: Jorge, na primeira etapa, deu a vitória ao time visitante.

05 de junho de 2016

O PRIMEIRO TROPEÇO

A comemoração durou pouco – duas rodadas mais precisamente. Após triunfo diante do Vitória, em Volta Redonda, derrota no confronto direto contra o Palmeiras. No Mané Garrincha, um pouco de tudo: gol de Gabriel Jesus, César Martins expulso por evitar gol com as mãos, gol de pênalti de Jean… Zé Ricardo sentiu o gosto amargo pela primeira vez.

14 de julho de 2016

EFETIVADO!

Sem sucesso na busca por um nome de peso, a diretoria efetivou Zé Ricardo, que caiu nas graças da grande parte da torcida. O aproveitamento do treinador era bom: 11 jogos, seis vitórias, quatro derrotas e um empate. Pelo caminho, clássico com o Botafogo, sequência no Brasileiro e Sul-Americana à vista.

10 de setembro de 2016

DEIXOU CHEGAR…

Zé Ricardo ganhou de vez a torcida. Com o 2 a 1 diante do Vitória, no Barradão, o treinador conseguiu uma sequência de cinco vitórias consecutivas pelo Flamengo – a maior desde que assumiu o clube. Na tabela, o início do “cheirinho”: o Rubro-negro era vice-líder do Brasileirão, com 46 pontos, um a menos que o Palmeiras.

28 de setembro de 2016

FATOR PALESTINO

A eliminação na Sul-Americana levantou as primeiras dúvidas acerca de Zé Ricardo. Contra o frágil Palestino, do Chile, o Flamengo deixou escapar a vantagem da vitória por 1 a 0 fora de casa (gol de Emerson Sheik) e deu vexame no Kléber Andrade, em Cariacica: derrota por 2 a 1, pressão da torcida e críticas ao comandante.

11 de dezembro de 2016

SORRISO AMARELO

Sem a Sul-Americana, a briga pelo título do Brasileirão ganhou ainda mais força. Um empate contra o São Paulo, no Morumbi, freou a arrancada na competição. Após respiro, derrota para o Internacional, no Beira-Rio e três empates em sequência. No fim da linha, um 0 a 0 contra o Atlético-PR encerrou a temporada: sem taça, mas com vaga na Libertadores.

05 de março de 2017

REFORÇOS, VITÓRIAS E… VICE!

O Flamengo começou sobrando na temporada 2017. Vitórias na Primeira Liga e larga vantagem no Carioca. Na semifinal da Taça Guanabara, eliminou o Vasco e garantiu vaga na decisão. Porém, contra o Fluminense, Zé Ricardo travou batalha com Abel Braga e viu a equipe cair nos pênaltis após 3 a 3 no tempo regulamentar.

26 de abril de 2017

ALERTA LIGADO

A vaga na final do Carioca estava garantida. Mas, antes do Fluminense, a primeira grande preocupação na temporada. Mesmo com bons resultados em casa na Libertadores, o Rubro-negro não sabia o que era vencer como visitante. A derrota para o Atlético-PR por 2 a 1, na Arena da Baixada, mesmo jogando bom futebol, trouxe questionamentos sobre o time de Zé Ricardo.

07 de maio de 2017

A PRIMEIRA TAÇA

Após muito “cheirinho”, o grande sabor! O Flamengo foi melhor que o Fluminense na decisão do Campeonato Carioca, venceu as duas partidas no Maracanã e garantiu o título – o 34º do clube na história; o primeiro de Zé Ricardo.

17 de maio de 2017

E AGORA, ZÉ RICARDO?

Em dez dias, toda a alegria pela conquista virou frustração. Numa noite difícil de ser digerida pelos torcedores, o Flamengo cedeu a virada ao San Lorenzo, na Argentina, viu o Atlético-PR bater a Universidad Católica, no Chile, e foi eliminado precocemente na Libertadores. Prato cheio para críticas e incertezas sobre a equipe e o treinador.

GE